O tório surge como a grande promessa para a autonomia energética global, sendo quatro vezes mais abundante que o urânio na natureza. Sua tecnologia permite gerar energia limpa por milênios, eliminando quase totalmente o risco de grandes desastres nucleares no futuro.
Por que o tório é considerado mais seguro que o urânio?
A segurança do tório reside em sua incapacidade de sustentar uma reação em cadeia de forma descontrolada sem um estímulo externo. Diferente dos reatores tradicionais, o sistema pode ser interrompido instantaneamente em caso de falha, impedindo derretimentos nucleares catastróficos.
Além disso, a tecnologia de Reatores de Sal Fundido (MSR) utiliza o combustível em estado líquido, o que permite o uso de plugues de segurança físicos. Se a temperatura subir demais, o sistema drena o material para tanques de resfriamento, solidificando o combustível naturalmente.

Como funciona a tecnologia de sal fundido (MSR)?
Nos reatores de tório, o combustível é dissolvido em sais de fluoreto que circulam em baixa pressão, eliminando o risco de explosões de vapor. Essa abordagem permite que o reator opere em temperaturas mais altas, aumentando a eficiência na conversão de calor em eletricidade.
Para que você entenda as vantagens operacionais desta nova era da energia, preparamos uma comparação técnica entre os modelos de reatores:
| Critério de Segurança | Reator de Urânio Padrão | Reator de Tório (MSR) |
| Pressão Interna | Altíssima (Risco de explosão) | Atmosférica (Segurança passiva) |
| Resíduos | Altamente radioativos por milênios | Radioatividade curta (centenas de anos) |
| Risco de Meltdown | Existente e crítico | Fisicamente impossível no design MSR |
O que são os reatores modulares pequenos (SMR)?
Empresas como a Copenhagen Atomics estão desenvolvendo reatores de tório em formatos modulares (SMR) que cabem em contêineres padrão de 40 pés. Esse design permite a fabricação em série e o transporte facilitado para regiões isoladas ou polos industriais.
Essas unidades são projetadas para operar de forma autônoma por até 10 anos, servindo como baterias nucleares de longa duração. No Brasil, o desenvolvimento de tecnologia nuclear é regulado pela CNEN e pelo Ministério de Minas e Energia.
Para entender a tecnologia que pode ser a peça que faltava no quebra-cabeça da energia limpa, destacamos o vídeo do canal Undecided with Matt Ferrell. A seguir, você conhecerá os reatores de tório e como reatores modulares pequenos, do tamanho de contêineres, prometem uma forma de energia nuclear mais segura, barata e abundante do que nunca:
Quais são os benefícios ambientais do ciclo do tório?
O tório produz significativamente menos resíduos radioativos do que o urânio, e seus subprodutos não podem ser facilmente desviados para fins militares. Isso torna a tecnologia mais aceitável politicamente e ambientalmente para países que buscam a descarbonização.
Para auxiliar sua compreensão sobre a eficiência deste mineral, listamos os principais dados comparativos fornecidos pela IAEA:
-
Abundância: Encontrado em grandes quantidades em solos de areia monazítica.
-
Eficiência: 1 tonelada de tório gera tanta energia quanto 200 toneladas de urânio.
-
Descarte: O lixo nuclear gerado perde a radioatividade em apenas 300 anos.
Qual a viabilidade comercial dos reatores de tório?
A viabilidade comercial depende agora da superação de barreiras regulatórias e do investimento em protótipos de escala industrial. A abundância do mineral e a segurança intrínseca do processo tornam o custo da energia gerada potencialmente muito menor que o das fontes fósseis.
A transição para o tório representa um marco de estabilidade para a rede elétrica mundial. Segundo dados oficiais, a exploração desse recurso pode garantir energia barata e segura para as próximas gerações, consolidando o tório como o combustível do futuro.

