O Acelerador Sirius, localizado em Campinas, é a maior e mais complexa infraestrutura científica já construída no Brasil. Sob a gestão do CNPEM, o projeto utiliza luz síncrotron de quarta geração para desvendar os segredos da matéria.
O que é um acelerador de partículas síncrotron?
O Acelerador Sirius funciona como um microscópio gigante que utiliza elétrons viajando quase à velocidade da luz para produzir radiação infravermelha, raios X e luz ultravioleta. Essa luz permite observar estruturas atômicas e moleculares com precisão inédita.
Cientistas utilizam essas ferramentas para desenvolver novos medicamentos, materiais mais resistentes e soluções para o agronegócio. É uma instalação aberta a pesquisadores de todo o mundo, consolidando o Brasil na vanguarda da ciência mundial.

Por que o prédio exige isolamento sísmico extremo?
A precisão dos feixes de luz é tão alta que qualquer vibração mínima, como o passo de uma pessoa ou o trânsito de uma rodovia distante, pode comprometer os experimentos. Por isso, o Acelerador Sirius foi construído sobre uma fundação isolada da terra.
O piso é uma laje única de concreto estabilizado, apoiada em camadas que absorvem tremores e variações térmicas. É o prédio mais estável e sensível da engenharia brasileira, projetado para garantir que os experimentos ocorram em um ambiente de silêncio mecânico absoluto.
Qual o impacto do Sirius para a ciência brasileira?
O Sirius permite que o Brasil realize pesquisas que antes exigiam o deslocamento de cientistas para a Europa ou EUA. Ele impulsiona a inovação nacional, atraindo investimentos e talentos para o polo tecnológico de Campinas, no estado de São Paulo.
Para que você entenda a evolução tecnológica representada pelo Acelerador Sirius, preparamos uma comparação com a geração anterior de aceleradores brasileiros:
| Característica Técnica | Sirius (Nova Geração) | UVX (Geração Anterior) |
| Geração da Luz | 4ª Geração (Síncrotron) | 2ª Geração (Síncrotron) |
| Brilho da Luz | Bilhões de vezes superior | Padrão de Pesquisa Básica |
| Capacidade de Foco | Escala Nanométrica | Escala Micrométrica |
Como a sociedade se beneficia das pesquisas no Sirius?
As pesquisas realizadas no acelerador impactam diretamente o dia a dia da população, desde a criação de baterias mais eficientes até o combate a vírus e bactérias. Durante a pandemia, o Sirius foi vital para entender a estrutura de proteínas virais.
O conhecimento gerado ali é transformado em tecnologia para a indústria nacional, aumentando a competitividade do Brasil no mercado global. É um patrimônio da inteligência brasileira que gera soluções sustentáveis e avanços na medicina moderna.
Para uma visão detalhada e curiosa sobre a maior estrutura científica do país, o canal Manual do Mundo nos leva para dentro do túnel de elétrons. No vídeo a seguir, Iberê Thenório explora as etapas de aceleração das partículas no Sirius e a precisão extrema necessária para seu funcionamento:
Quais são os indicadores oficiais da infraestrutura em Campinas?
Entender os dados deste complexo ajuda a situar a importância do estado de São Paulo como o coração da ciência nacional. Campinas abriga um dos ecossistemas de inovação mais vibrantes da América Latina, com forte apoio governamental.
Conforme dados do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e registros do CNPEM, os indicadores são:
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Perímetro do Anel: 518 metros de circunferência.
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Energia dos Elétrons: 3 GeV (Giga elétron-volts).
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Localização: Distrito de Barão Geraldo, Campinas (SP).
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População de Campinas: Aproximadamente 1,1 milhão de habitantes segundo dados do IBGE.

