A 7 km de Recife, no litoral de Pernambuco, Olinda é um museu a céu aberto. Fundada em 1535, a cidade espalha suas ruas de pedra e ladeiras íngremes por colinas verdejantes de frente para o Oceano Atlântico. Cores vibrantes, igrejas barrocas e a vista do Alto da Sé fazem de cada esquina um convite à contemplação.
Por que Olinda é considerada Patrimônio Mundial da UNESCO
A cidade foi a segunda no Brasil a receber o título de Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), em 1982. O reconhecimento se deve à preservação integral do traçado urbano original do século XVI, com cerca de 1.500 imóveis que testemunham diferentes estilos arquitetônicos. O conjunto foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 1968, abrangendo uma área de 1,2 km² onde edifícios coloniais se harmonizam com fachadas de azulejos dos séculos XVIII e XIX.
A riqueza do período açucareiro financiou a construção de igrejas barrocas e conventos que ainda hoje dominam a paisagem. Mesmo após o incêndio provocado pelos holandeses em 1631, a reconstrução manteve a essência religiosa e o charme das ruas tortuosas, onde casarios coloridos e quintais arborizados criam uma atmosfera única.

O que fazer nas ladeiras de Olinda
O percurso pelas ruas sinuosas inclui visitas a conventos seculares e galerias de arte popular. A caminhada pelas colinas revela detalhes das fachadas e o trabalho minucioso de artistas que mantêm ateliês abertos ao público. Confira os pontos imperdíveis:
- Alto da Sé: mirante icônico que oferece o entardecer mais famoso da região, com vista panorâmica para o mar e para a vizinha Recife.
- Convento de São Francisco: conjunto arquitetônico decorado com raros painéis de azulejos portugueses que narram passagens históricas e bíblicas.
- Mosteiro de São Bento: templo famoso pelo altar-mor folheado a ouro e pelas celebrações com canto gregoriano aos domingos.
- Mercado da Ribeira: antigo mercado de escravos do período colonial, hoje abriga oficinas de xilogravura e artesanato pernambucano.
- Casa dos Bonecos Gigantes: espaço que preserva as figuras monumentais que desfilam pelas ruas estreitas durante o Carnaval.
- Igreja da Sé: construída em 1537, é uma das mais antigas do Brasil e guarda detalhes da arquitetura colonial original.
Quem busca conhecer a história e o charme de Pernambuco, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal Tesouros do Brasil, que conta com mais de 80 mil visualizações, onde João Vitor apresenta o roteiro definitivo de Olinda, com dicas de passeios, gastronomia e hospedagem:
Quando e qual a melhor época para visitar
Olinda é quente o ano todo, mas o regime de chuvas define a melhor época. O verão, de dezembro a março, é vibrante com o pré-carnaval e o Carnaval famoso pelos bonecos gigantes e o frevo nas ladeiras. O outono oferece dias mais secos e temperatura amena. Veja na tabela abaixo as condições esperadas:
Dados baseados no Climatempo para a região de Olinda. As condições podem variar, por isso vale sempre consultar a previsão antes de viajar.
Como chegar a Olinda saindo de Niterói
Saindo de Niterói, a melhor forma de chegar a Olinda é de avião, já que a distância é de cerca de 2.300 km. O Aeroporto Internacional do Recife (REC) é o mais movimentado do Nordeste e recebe voos diretos do Rio de Janeiro (Galeão e Santos Dumont) com duração aproximada de 2h30. Confira as principais formas de completar o trajeto:
- De avião + carro: desembarque em Recife e siga pela BR-101 norte por cerca de 15 minutos até Olinda. O trajeto é curto e bem sinalizado.
- De avião + ônibus: no aeroporto, pegue um ônibus executivo ou táxi até a Rodoviária do Recife. De lá, linhas de ônibus urbano (como a Viação Metropolitana) seguem para Olinda em aproximadamente 40 minutos.
- De carro a partir de Niterói: não é recomendado pela longa distância, mas se preferir, siga pela BR-101 norte, passando por Vitória, Salvador e Aracaju. A viagem dura cerca de 30 horas e exige planejamento.
Em Olinda, o centro histórico é facilmente percorrido a pé, mas as ladeiras íngremes exigem calçados confortáveis. Táxis e aplicativos estão disponíveis para deslocamentos mais longos, como para as praias vizinhas.

Por que vale a pena conhecer Olinda
Olinda combina a preservação de monumentos centenários com uma produção artística contemporânea vibrante. As igrejas barrocas, os conventos seculares e o casario colorido criam um cenário único, onde cada ladeira revela uma nova história. O pôr do sol no Alto da Sé é um espetáculo à parte, com o mar ao fundo e os contornos de Recife se desenhando no horizonte.
Entre os principais motivos para visitar estão:
- O centro histórico tombado pelo IPHAN e reconhecido pela UNESCO, com igrejas do século XVI e ruas de pedra preservadas
- A gastronomia de raiz, com pratos como a tapioca, o bolo de rolo e o jerimum com carne de sol
- O Carnaval mais autêntico de Pernambuco, com bonecos gigantes e o frevo nas ladeiras
Você precisa conhecer este paraíso de cores e sons que pulsa no litoral pernambucano.

