A gema Alexandrita é uma das pedras preciosas mais fascinantes do mundo devido ao seu raro fenômeno óptico de mudança de cor. Valorizada em até R$ 50 mil o quilate, ela é considerada um tesouro mineralógico de extrema raridade.
Por que a gema Alexandrita muda de cor com a luz?

O fenômeno, conhecido como “efeito alexandrita”, ocorre devido à absorção específica da luz pelos íons de cromo em sua estrutura. Na luz natural, ela reflete tons de verde ou azulado, lembrando uma esmeralda de alta qualidade.
Sob luz incandescente ou de velas, a pedra transforma-se em um vermelho-arroxeado vibrante. Essa dualidade cromática é o que define o seu valor de mercado, sendo descrita poeticamente como “esmeralda de dia, rubi de noite”.
Qual a história por trás do nome e origem russa?
A pedra foi descoberta nos Montes Urais, na Rússia, em 1833, e nomeada em homenagem ao Czar Alexandre II. Suas cores originais, verde e vermelho, eram as mesmas das forças armadas da Rússia imperial na época.
Para que você entenda a posição da alexandrita no ranking de resistência mineral, preparamos uma comparação baseada na escala de dureza:
| Gema Preciosa | Dureza (Escala Mohs) | Resistência ao Risco |
| Diamante | 10 | Máxima |
| Coríndon (Rubi/Safira) | 9 | Altíssima |
| Alexandrita | 8.5 | Muito Alta |
Onde estão localizadas as jazidas de alexandrita no Brasil?
O Brasil tornou-se um dos principais produtores mundiais entre as décadas de 1970 e 1980. Jazidas importantes foram encontradas em estados com forte tradição mineral, atraindo colecionadores e investidores internacionais para o solo brasileiro.
Para os entusiastas da mineralogia, os dados oficiais do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) e indicadores do IBGE destacam as seguintes regiões:
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Minas Gerais: Destaque para as cidades de Malacacheta e Antônio Dias.
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Bahia: Regiões com ocorrências históricas de crisoberilo.
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Espírito Santo: Áreas de extração de gemas raras e minerais industriais.
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Padrão de Qualidade: Pedras brasileiras são famosas pela nitidez na mudança de cor.
Qual a diferença entre a alexandrita natural e a sintética?
Existem versões criadas em laboratório desde os anos 60 que possuem as mesmas propriedades químicas da pedra natural. No entanto, o valor de mercado de uma gema sintética é drasticamente inferior ao de uma extraída da terra.
Para aprofundar seu conhecimento sobre minerais raros e descobrir a fascinante alexandrita, selecionamos o conteúdo do canal Jair Monteiro pedras e achados. O vídeo a seguir, detalha visualmente como identificar essa gema que muda de cor, sua origem russa e as importantes ocorrências encontradas no Brasil:
A alexandrita natural de alta pureza é um investimento seguro, pois sua oferta é limitada e a demanda global por gemas raras cresce. Identificar a procedência através de certificados gemológicos é essencial para garantir a autenticidade do mineral.
Como avaliar o preço e a qualidade de uma gema?
O valor é determinado pela intensidade da mudança de cor e pela clareza do cristal. Exemplares que apresentam uma transição de cor de 100% (verde puro para vermelho puro) são os mais caros e cobiçados do mundo.
Segundo o GIA (Gemological Institute of America), a alexandrita é um mineral crisoberilo, diferente da esmeralda. Possuir uma alexandrita é deter um pedaço da história russa e um dos maiores milagres da geologia mundial.

