A mineração no fundo do mar surge como a nova fronteira tecnológica para suprir a demanda global por metais críticos. Através de robótica avançada, a empresa Impossible Metals busca extrair recursos abissais sem causar os impactos devastadores da mineração terrestre.
O que são os nódulos polimetálicos e por que são valiosos?

Os nódulos polimetálicos são rochas do tamanho de batatas que se formam ao longo de milhões de anos no leito oceânico, a cerca de 4 a 6 km de profundidade. Eles contêm concentrações altíssimas de níquel, cobalto, cobre e manganês, minerais essenciais para baterias de carros elétricos.
Diferente das jazidas terrestres, esses nódulos estão soltos no solo, o que elimina a necessidade de escavações profundas ou explosões. Eles representam uma reserva estratégica para a transição energética global, sendo monitorados pela Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos.
Como funciona a tecnologia Eureka da Impossible Metals?
A grande inovação da Impossible Metals é o uso de robôs submersíveis autônomos chamados Eureka. Equipados com Inteligência Artificial e câmeras de alta resolução, esses robôs flutuam sobre o solo oceânico e identificam individualmente cada nódulo polimetálico.
Para explorar as inovações tecnológicas que estão levando a mineração para as profundezas do oceano, selecionamos o conteúdo do canal Rare Earth Exchanges. O vídeo a seguir, detalha o uso de robótica e inteligência artificial para extrair minerais críticos preservando o ecossistema marinho:
Diferente das dragas antigas que destruíam o habitat, o robô Eureka utiliza braços mecânicos para recolher os minerais de forma seletiva. Ele é programado para desviar da vida marinha e deixar 10% dos nódulos intocados, garantindo a preservação do bioma local.
Quais as vantagens ambientais em relação à mineração terrestre?
A mineração convencional em países como a Indonésia causa desmatamento severo, perda de biodiversidade e problemas sociais graves. A mineração no fundo do mar focada em nódulos oferece uma alternativa com pegada de carbono reduzida e menor impacto visível.
Para que você compreenda as diferenças entre os métodos de extração, preparamos uma tabela comparativa sobre o impacto ambiental e social:
| Critério de Comparação | Mineração Terrestre (Níquel/Cobalto) | Mineração Submarina (AI Robotics) |
| Impacto na Vegetação | Alto (Desmatamento de florestas) | Nulo (Ocorre em profundidade) |
| Uso de Água Doce | Intensivo e poluente | Mínimo ou inexistente |
| Resíduos (Rejeitos) | Geração massiva de barragens | Inexistente (Nódulos são rochas puras) |
Qual o cronograma para o início da frota oficial de robôs?
A meta da empresa é realizar os primeiros testes comerciais já em 2027, em áreas controladas pela Alemanha no Oceano Pacífico. A frota oficial de robôs deve entrar em operação plena entre 2028 e 2029, escalando a produção para atender montadoras mundiais.
Essa nova indústria exige regulação rigorosa para evitar danos irreversíveis aos oceanos. No Brasil, o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) realiza pesquisas na Elevação do Rio Grande, buscando entender o potencial mineral brasileiro sob as águas internacionais.
Como o mercado global de transição energética será impactado?
A disponibilidade desses metais pode reduzir drasticamente o custo das baterias de íon-lítio, acelerando a adoção de veículos elétricos. A mineração no fundo do mar promete ser a espinha dorsal de uma economia de baixo carbono, garantindo suprimento ético e tecnológico.
A seguir, listamos os principais metais encontrados nos nódulos e suas aplicações tecnológicas:
-
Níquel: Componente principal para aumentar a densidade energética de baterias.
-
Cobalto: Essencial para a estabilidade e segurança das células elétricas.
-
Cobre: Utilizado em toda a fiação e motores de veículos sustentáveis.
-
Manganês: Melhora a durabilidade e o desempenho de sistemas de armazenamento.

