A temporada de resultados do quarto trimestre evidenciou desempenhos distintos entre grandes companhias brasileiras. No radar corporativo desta quinta-feira (12), empresas ligadas ao consumo de massa registraram queda de lucro, enquanto tecnologia, varejo de vestuário e energia apresentaram expansão de rentabilidade e melhora operacional.
Resultado do Banco do Brasil no radar corporativo
O Banco do Brasil teve lucro líquido ajustado de R$ 20,685 bilhões em 2025, queda de 45,4% em relação ao ano anterior, segundo balanço divulgado na noite desta quarta-feira (11) pela instituição. As novas regras contábeis e aumento da inadimplência pressionaram o resultado.

De outubro a dezembro, o BB lucrou R$ 5,742 bilhões, recuo de 47,2% em relação ao último trimestre de 2024. Em relação ao terceiro trimestre, no entanto, o lucro subiu 51,7%.
Ambev tem queda de lucro apesar de avanço do premium
A Ambev registrou lucro líquido de R$ 4,53 bilhões no quarto trimestre, recuo de 9,9% na comparação anual. O Ebitda ajustado totalizou R$ 8,85 bilhões, queda de 8%, com margem praticamente estável em 35,7%.
A receita líquida cresceu 4,8%, para R$ 24,81 bilhões, mesmo com retração de 3,6% no volume vendido. O destaque foi o segmento premium, que avançou 17% e ajudou a compensar a menor quantidade comercializada.
O resultado mostra uma mudança de mix de produtos, com maior participação de itens de maior valor agregado, ainda que o desempenho operacional siga pressionado pelo volume.
Totvs amplia crescimento e rentabilidade
A Totvs reportou lucro líquido ajustado de R$ 257,9 milhões no trimestre, alta de 14,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O Ebitda ajustado cresceu 24,3%, para R$ 408,7 milhões, com margem de 27,1%. A receita líquida atingiu R$ 1,506 bilhão, avanço de 16,3%.
No acumulado do ano, o lucro somou R$ 909,8 milhões, aumento de 25,6%, refletindo a continuidade da demanda por soluções de software e digitalização empresarial.
Assaí reduz dívida, mas lucro recua
O Assaí apresentou lucro líquido de R$ 347 milhões no quarto trimestre, queda de 26,8% na comparação anual.
O Ebitda ajustado avançou 1,2%, para R$ 1,3 bilhão, enquanto a receita líquida cresceu 3,1%, atingindo R$ 20,79 bilhões.
A companhia destacou melhora financeira. A alavancagem caiu para 2,56 vezes, abaixo do guidance, após redução de R$ 1,2 bilhão na dívida líquida.
Riachuelo no radar corporativo
A Riachuelo registrou lucro líquido consolidado de R$ 321,9 milhões no quarto trimestre, alta de 28,8% em base anual.
O Ebitda somou R$ 659,8 milhões, com margem de 20,6%, enquanto a receita líquida cresceu 5,9%, para R$ 3,2 bilhões.
Segundo a companhia, o desempenho contribuiu para que 2025 fosse o melhor resultado da série histórica, indicando recuperação gradual do varejo de vestuário.
Neoenergia impulsiona resultados
A Neoenergia reportou lucro líquido de R$ 1,48 bilhão no quarto trimestre, avanço de 73% ante o mesmo período de 2024.
O Ebitda cresceu 29%, para R$ 3,98 bilhões, enquanto a receita operacional aumentou 5%, totalizando R$ 13,54 bilhões.
A energia distribuída subiu 2,5% e a energia injetada avançou 2,2%, refletindo expansão da operação e maior demanda.
Setores mostram momentos diferentes
O radar corporativo indica que empresas dependentes do consumo cotidiano ainda enfrentam pressão de volume e margem, enquanto tecnologia e utilities mantêm crescimento consistente. Já o varejo de vestuário começa a mostrar recuperação após período prolongado de demanda fraca.












