O Telescópio James Webb (JWST) é a ferramenta de observação mais potente já enviada ao espaço, operando no espectro infravermelho. Desde o seu lançamento pela NASA, ele tem revelado segredos do universo que estavam escondidos por bilhões de anos.
Qual a missão principal do Telescópio James Webb?

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A missão do Telescópio James Webb é observar as primeiras galáxias formadas após o Big Bang e estudar o nascimento de estrelas e planetas. Graças à sua sensibilidade ao infravermelho, ele consegue enxergar através de densas nuvens de poeira cósmica.
Em pouco tempo de operação, o JWST já coletou mais dados científicos do que o Hubble em décadas. Ele funciona como uma máquina do tempo, permitindo que astrônomos vejam como o universo se parecia quando tinha apenas alguns milhões de anos de idade.
O que as imagens de Netuno e cometas revelaram?
As observações do Telescópio James Webb trouxeram detalhes inéditos sobre o nosso próprio sistema solar. As imagens dos anéis de Netuno mostraram estruturas de poeira finíssima que não eram vistas com clareza desde a passagem da sonda Voyager em 1989.
Além disso, a análise do cometa 238P revelou a presença de água e carbono em sua composição. Essa descoberta reforça a teoria de que os blocos fundamentais para o surgimento da vida podem ser comuns em toda a nossa galáxia e além.
Como o telescópio consegue fotografar exoplanetas distantes?
O JWST utiliza um equipamento chamado coronógrafo para bloquear a luz intensa das estrelas e observar diretamente os planetas ao seu redor. Recentemente, ele conseguiu captar a imagem de um exoplaneta gigante no sistema Alpha Centauri.
Para que você compreenda as capacidades do James Webb em relação ao seu antecessor, preparamos uma comparação entre as tecnologias de observação:
| Recurso Técnico | Telescópio James Webb | Telescópio Hubble |
| Espectro de Luz | Infravermelho (Vê através da poeira) | Visível e Ultravioleta |
| Tamanho do Espelho | 6,5 metros de diâmetro | 2,4 metros de diâmetro |
| Localização | Órbita L2 (1,5 milhão de km da Terra) | Órbita Baixa (570 km da Terra) |
Quais os segredos do nascimento de novas estrelas?
As fotos dos “Pilares da Criação” captadas pelo Webb revelaram protoestrelas massivas emitindo jatos de gás em alta velocidade. Essas imagens confirmam as teorias sobre como a gravidade condensa o gás interestelar para formar novos sistemas planetários.
Para ilustrar o impacto das descobertas, listamos os principais marcos alcançados pelo telescópio até o momento:
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Galáxias Primitivas: Identificação de objetos existentes 300 milhões de anos após o Big Bang.
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Atmosferas de Exoplanetas: Detecção de dióxido de carbono em planetas fora do sistema solar.
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Nitidez Espacial: Imagens com resolução quatro vezes superior às tecnologias anteriores.
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Mapeamento de Poeira: Visualização de estruturas internas em berçários estelares.
Por que as galáxias antigas desafiam os modelos atuais?
A descoberta da galáxia JADES-GS-z14-0 chocou a comunidade científica por ser massiva e brilhante demais para a sua idade. Segundo os modelos cosmológicos tradicionais, galáxias tão grandes não deveriam existir tão cedo na história do universo.
Para explorar as descobertas que estão desafiando os modelos atuais da cosmologia, selecionamos o conteúdo do canal Astrum. No vídeo a seguir, o canal detalha visualmente as imagens espetaculares capturadas pelo Telescópio James Webb, desde auroras em Netuno até galáxias primordiais que “não deveriam existir”, desvendando segredos das profundezas do tempo:
Segundo dados da NASA e estudos publicados por instituições como a USP, essas descobertas podem exigir uma revisão das leis da física. O Webb está provando que o universo primitivo era muito mais ativo e complexo do que os cientistas ousaram imaginar.

