Imagine uma encosta inteira coberta por terraços brancos, que à distância lembram neve, mas na verdade são formações minerais banhadas por águas termais azul-turquesa. É esse o cenário de Pamukkale, no sudoeste da Turquia, onde o solo parece um “castelo de algodão” e a água brota quente do interior da Terra, criando um cartão-postal que combina natureza singular, história antiga e uso terapêutico das fontes quentes.
O que é Pamukkale e onde fica esse castelo de algodão na Turquia?
Pamukkale está na província de Denizli, no sudoeste da Turquia, em uma região de intensa atividade geotérmica. O nome significa “castelo de algodão” em turco, em referência ao aspecto fofo e esbranquiçado dos terraços.
As formações são de travertino, rocha calcária que se acumula em camadas, criando degraus e bacias rasas. Caminhando pelos trechos liberados, o visitante encontra piscinas rasas, relevo em pequenos desníveis e vista privilegiada para as montanhas ao redor.

Como se formam os terraços brancos e por que Pamukkale é geologia viva?
Fontes termais emergem a cerca de 35 °C, carregando altas concentrações de cálcio e outros compostos dissolvidos. Ao escorrer pelas encostas e entrar em contato com o ar, o carbonato de cálcio precipita e forma a camada branca sólida de travertino.
Esse processo continua em curso, o que faz de Pamukkale um exemplo de “geologia viva”. A gestão do sítio controla o fluxo da água entre setores, permitindo a deposição de novas películas minerais e a recuperação gradual de áreas mais desgastadas pelo turismo.
Com mais de 66 mil visualizações, o canal Louco por Viagens mostra tudo sobre o castelo de algodão e sua história:
Quais são os benefícios e cuidados ao usar as águas termais de Pamukkale?
As águas termais de Pamukkale são ricas em bicarbonato, cálcio, magnésio e outros minerais associados a práticas terapêuticas tradicionais. Banhos curtos nas piscinas rasas podem proporcionar relaxamento muscular, sensação de bem-estar e alívio de tensões.
Para orientar o visitante e preservar o local, há regras claras de uso das áreas de banho e circulação. Entre as medidas mais importantes adotadas pelas autoridades turcas, destacam-se:
- Obrigatoriedade de caminhar descalço sobre os travertinos abertos ao público.
- Proibição de calçados e objetos que possam riscar ou sujar as rochas.
- Fechamento temporário de alguns setores para regeneração natural do travertino.
- Limitação de tempo e de acesso em determinadas piscinas mais sensíveis.
O que ver em Hierápolis e na famosa Piscina de Cleópatra?
Acima dos terraços ficam as ruínas de Hierápolis, fundada por volta do século II a.C. e mais tarde transformada em um importante centro termal romano. A proximidade das fontes quentes fez da cidade um polo de banhos medicinais, rituais ligados à saúde e atividades religiosas.
Entre os destaques estão o teatro romano com capacidade para mais de 12 mil pessoas, restos de templos e colunas monumentais e a Piscina de Cleópatra. Nesta piscina termal histórica, blocos e colunas de mármore repousam submersos, formando um balneário cenográfico com acesso pago à parte.
Por que Pamukkale é Patrimônio Mundial da UNESCO e como visitar a região?
Pamukkale e Hierápolis foram inscritas na lista de Patrimônio Mundial da UNESCO em 1988, pelo valor geológico e histórico combinados. O título trouxe regras mais rígidas para construções, fluxo de visitantes, monitoramento da água e proteção dos terraços de travertino.
A melhor época para visitar costuma ser na primavera e no outono, quando as temperaturas são mais amenas. Denizli é a principal cidade-base, com conexões rodoviárias e aéreas, e recomenda-se chegar cedo, usar proteção solar, levar roupa de banho e reservar tempo para explorar tanto os terraços quanto as ruínas antigas.

