Neste domingo (8), acontece o Super Bowl 2026, o maior day event do planeta, não apenas em audiência, mas sobretudo em impacto econômico. A final da NFL, a liga esportiva mais valiosa do mundo, concentra em um único dia volumes expressivos de recursos ligados à publicidade, consumo, turismo, entretenimento e apostas, formando um ecossistema econômico difícil de ser replicado por qualquer outro evento esportivo global.
O impacto econômico do Super Bowl: o espaço publicitário mais caro do mundo
A transmissão do Super Bowl segue como a vitrine publicitária mais disputada do planeta. Segundo os dados do levantamento da Sports Value, a publicidade veiculada durante o jogo deve gerar mais de US$ 800 milhões em receita.
Cada inserção de 30 segundos custa cerca de US$ 8 milhões, valor que já coloca o evento no topo do mercado publicitário global.
Veículos norte-americanos indicam, inclusive, que os preços podem alcançar US$ 10 milhões por 30 segundos, reforçando o caráter excepcional do Super Bowl como ativo de mídia.
Consumo doméstico: US$ 20 bilhões para assistir ao jogo
O impacto econômico do Super Bowl não se limita ao estádio. O consumo dos americanos para acompanhar a partida pela televisão ultrapassa US$ 20 bilhões, mostra o levantamento.
Mais de 127 milhões de lares ficam conectados à transmissão, impulsionando gastos com alimentos, bebidas e produtos relacionados ao evento. Esse comportamento transforma o Super Bowl em um dos maiores catalisadores de consumo doméstico dos Estados Unidos em todo o calendário anual.
Impacto econômico local do Super Bowl 2026
A edição de 2026 será realizada no Levi’s Stadium, em Santa Clara, Califórnia, e deve gerar efeitos relevantes sobre a economia local.
A expectativa do comitê organizador é que mais de 100 mil turistas visitem a cidade durante o evento, resultando em aproximadamente 400 mil room-nights em hotéis e apartamentos. O fluxo intenso de visitantes amplia a demanda por serviços, hospedagem, alimentação e transporte, consolidando o Super Bowl como um motor temporário de atividade econômica regional.
Impacto econômico do Super Bowl: show do intervalo e mercado de apostas
O show do intervalo segue como um dos pontos centrais do Super Bowl, unindo esporte e entretenimento em escala global. Em 2026, a apresentação ficará a cargo do artista porto-riquenho Bad Bunny.
Para associar sua marca ao espetáculo, a Apple Music investiu US$ 50 milhões, evidenciando o valor estratégico do intervalo como plataforma de exposição global para grandes empresas do setor de tecnologia e entretenimento.
Outro segmento em destaque é o mercado de apostas. De acordo com a American Gaming Association, o volume de apostas relacionadas ao Super Bowl deve alcançar US$ 1,76 bilhão apenas nos Estados Unidos.
O número representa um crescimento de 29% em relação à edição de 2025, confirmando a consolidação das apostas como um dos vetores econômicos mais dinâmicos associados ao evento.
Veja os principais números:
| Indicador | Valor |
|---|---|
| Receita com publicidade na transmissão | US$ 800 milhões |
| Custo médio de 30 segundos de anúncio | US$ 8 milhões |
| Consumo doméstico nos EUA | US$ 20 bilhões |
| Lares conectados à transmissão | 127 milhões |
| Turistas esperados em Santa Clara | 100 mil |
| Room-nights geradas | 400 mil |
| Investimento da Apple Music no show do intervalo | US$ 50 milhões |
| Volume estimado de apostas (EUA) | US$ 1,76 bilhão |
| Crescimento das apostas vs. 2025 | +29% |
Fonte: Especial Super Bowl 2026 – Sports Value
O precedente de New Orleans em 2025
Os dados da edição de 2025, realizada em New Orleans, ajudam a dimensionar o potencial econômico do evento. Segundo o Center for Economics, Business and Policy Research, o Super Bowl daquele ano gerou um impacto econômico direto de US$ 681 milhões.
A cidade recebeu cerca de 100 mil turistas, que, somados a 15 mil moradores locais, impulsionaram a atividade econômica. Do total movimentado:
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US$ 352 milhões vieram de gastos de torcedores que assistiram à partida;
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US$ 149 milhões foram gastos por visitantes que não acompanharam o jogo no estádio;
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US$ 180 milhões corresponderam a investimentos realizados pelos organizadores do evento.
Quando considerados os 9.800 empregos diretos gerados, além da renda e dos impostos associados, o impacto econômico total ultrapassou US$ 1,2 bilhão, aponta a Sports Value.
Um evento que vai além do esporte
Os números reforçam que o impacto econômico do Super Bowl extrapola o esporte. O evento funciona como uma engrenagem que conecta mídia, consumo, turismo, entretenimento e apostas, concentrando em um único dia cifras que rivalizam com grandes cadeias produtivas inteiras.
Mais do que a final da NFL, o Super Bowl se consolida como um fenômeno econômico global, capaz de mobilizar bilhões de dólares e influenciar decisões estratégicas de empresas, cidades e mercados inteiros.













