As ações da Disney registraram queda após a empresa sinalizar uma redução no número de visitantes internacionais em seus parques temáticos nos Estados Unidos. O movimento veio na esteira da divulgação do balanço do primeiro trimestre fiscal, que trouxe um tom mais cauteloso sobre a demanda externa.
Segundo a companhia, o fluxo de turistas estrangeiros segue pressionado, reduzindo a visibilidade sobre a recuperação desse público ao longo do ano. Diante desse cenário, a Disney tem intensificado ações voltadas ao consumidor doméstico, buscando compensar a menor presença internacional nos complexos de lazer.
Quais fatores pressionaram os resultados?
Além do desempenho dos parques, a divisão de entretenimento — que inclui estúdios de cinema, canais de televisão e streaming — apresentou queda relevante no lucro operacional. Nesse sentido, o resultado foi impactado principalmente pelo aumento dos custos de marketing associados a grandes estreias previstas para os próximos meses.
Por outro lado, a receita total da companhia avançou no período. O segmento de experiências, que engloba parques, cruzeiros e produtos de consumo, continuou sendo o principal gerador de resultados, respondendo pela maior parcela do lucro operacional trimestral.
O que esperar daqui para frente?
Enquanto isso, a Disney manteve suas projeções para o ano fiscal, com expectativa de crescimento de dois dígitos no lucro por ação e continuidade do programa de recompra de ações. Ainda assim, o mercado reagiu com cautela, refletindo as incertezas sobre o ritmo de retomada do turismo internacional e seus impactos sobre os resultados futuros da companhia.

