A gigante chinesa Great Wall Motors (GWM) consolidou sua aposta no mercado brasileiro com a confirmação de um ciclo de investimentos de R$ 10 bilhões. O anúncio oficializa a entrada agressiva da montadora, que promete não apenas vender, mas produzir tecnologia híbrida e elétrica em solo nacional.
A injeção de capital imediata

Do montante total, R$ 4 bilhões já têm destino certo até 2026. Esse valor será utilizado para a modernização completa da fábrica de Iracemápolis (antiga planta da Mercedes-Benz) e para o desenvolvimento de uma cadeia de fornecedores locais robusta.
O dinheiro não é promessa, é execução. As obras de ampliação já estão em andamento para aumentar a capacidade produtiva da planta, que deverá entregar os primeiros veículos nacionais da marca, como o SUV Haval, já nos próximos meses, nacionalizando componentes vitais.
Impacto no Sul e Sudeste
A escolha de Iracemápolis, no interior de São Paulo, e a expansão logística pelos portos do Sul, criam um novo eixo de desenvolvimento. A GWM projeta a criação de 2.000 empregos diretos quando a operação estiver em capacidade plena, sem contar os milhares de indiretos na logística e peças.
A região ganha um fôlego econômico vital após a saída de outras montadoras nos últimos anos.
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Empregos: Vagas de alta qualificação em engenharia e robótica.
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Logística: Uso intensivo dos portos de Paranaguá e Santos.
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Impostos: Aumento significativo na arrecadação municipal e estadual.
Transferência de tecnologia (NEV)
O foco da GWM é 100% em veículos de nova energia (NEV – New Energy Vehicles). Diferente de outras montadoras que ainda insistem em motores puramente a combustão, a chinesa traz para o Brasil sua plataforma de híbridos flex e elétricos puros, apostando na descarbonização.
Para os entusiastas do setor automotivo, trouxemos um vídeo do canal World Cars Evolution. Nele, você poderá conferir toda a trajetória da Great Wall Motor (GWM), desde sua fundação em 1984 até se tornar uma gigante global especializada em SUVs e picapes:
Isso força todo o mercado nacional a se modernizar. A concorrência trazida pela tecnologia chinesa está acelerando a “eletrificação” da frota brasileira, obrigando marcas tradicionais a reverem seus portfólios para não perderem espaço para os carros mais tecnológicos e eficientes da GWM.
Visão de longo prazo (2032)
O ciclo de investimento estende-se até 2032, demonstrando que a GWM não veio para uma aventura passageira. A meta é tornar-se líder no segmento de SUVs e picapes eletrificadas, exportando a partir do Brasil para toda a América Latina.
Essa estratégia de longo prazo inclui a nacionalização de células de bateria e motores elétricos. Se concretizado, o plano colocará o Brasil de volta no mapa global da indústria automotiva de ponta, deixando de ser apenas um montador de carros básicos.
Os números mostram a força da aposta chinesa. Confira o breakdown:
💰 O Ciclo do Dinheiro
Leia o comunicado aos investidores na GWM Brasil.

