A Apple registrou um trimestre de resultados acima das expectativas do mercado, impulsionada por um forte desempenho nas vendas de iPhones durante o período de fim de ano e pela recuperação expressiva do mercado chinês. A companhia alcançou uma receita recorde de US$ 144 bilhões nos três meses encerrados em dezembro, segundo balanço divulgado nesta quinta-feira (29).
O crescimento da receita total foi de 16% na comparação anual, bem acima da projeção da própria empresa, que indicava expansão entre 10% e 12% no período. O lucro líquido atingiu US$ 42 bilhões, também superando as estimativas dos analistas.
iPhone 17 é o principal motor do resultado da Apple
O principal motor do resultado foi o lançamento do iPhone 17, que levou a um aumento de 23% na receita com smartphones em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. A demanda durante as compras de fim de ano e a aceleração do ciclo de troca de aparelhos contribuíram para o desempenho.
O destaque regional ficou com a China, onde as vendas saltaram 38% na comparação anual. Segundo a companhia, consumidores chineses aderiram em massa ao novo modelo, tanto por meio da substituição de dispositivos antigos quanto pela migração de usuários de marcas concorrentes.
CEO e diretor financeiro apontam os destaques
Para o CEO Tim Cook, o trimestre foi marcado por resultados históricos.
“Foi um trimestre notável, de recordes, impulsionado por uma demanda sem precedentes pelo iPhone, com máximas históricas em todas as regiões do mundo”, afirmou o executivo.
Na mesma linha, o diretor financeiro Kevan Parekh destacou que a recepção da nova linha de produtos foi determinante para o desempenho.
“Isso se resume, em grande parte, à recepção da família iPhone 17, que despertou um enorme entusiasmo e se tornou o principal motor do crescimento”, disse.
Ações da Apple
Além do forte desempenho comercial, a empresa informou que o impacto das tarifas impostas pelos Estados Unidos foi relativamente limitado no período, o que contribuiu para a manutenção das margens. O resultado também ajudou a reduzir a pressão sobre a estratégia da companhia em inteligência artificial, que vinha sendo questionada pelo mercado após tropeços iniciais e perda de talentos para concorrentes.
No mercado acionário, as ações da Apple acumulam alta de 22% nos últimos seis meses, desempenho superior ao do índice Nasdaq Composite no mesmo intervalo. A reação positiva reflete a percepção de que a companhia conseguiu sustentar crescimento em um ambiente competitivo, especialmente na China, após dois anos de vendas irregulares marcados por concorrência acirrada de fabricantes locais, como a Huawei, e por restrições governamentais ao uso de seus dispositivos.
Com os números divulgados, a Apple reforça sua posição como principal player global do setor de tecnologia de consumo e sinaliza ao mercado que, ao menos no curto prazo, o iPhone segue como o eixo central de geração de receita e valor para os acionistas.













