A Blue Ridge Parkway é uma das estradas cênicas mais famosas dos Estados Unidos e se tornou, ao longo das décadas, um símbolo de viagem lenta e contemplativa pelas montanhas do leste do país. Com quase 755 quilômetros de extensão, ela conecta duas áreas protegidas importantes: o Parque Nacional de Shenandoah, na Virgínia, e o Great Smoky Mountains, na divisa entre Carolina do Norte e Tennessee, oferecendo um percurso contínuo de paisagens, mirantes e contato com a natureza.
O que é a Blue Ridge Parkway e por que ela foi criada?
Desde a sua criação, a Blue Ridge Parkway foi pensada como uma rota panorâmica voltada ao lazer, e não ao deslocamento rápido. Muitos motoristas e motociclistas escolhem esse trajeto como destino em si, aproveitando as paradas para contemplação e passeios curtos.
Ao longo da estrada, multiplicam-se áreas de piquenique, centros de visitantes, trilhas e cachoeiras acessíveis. Estruturas históricas ajudam a entender o desenvolvimento da região dos Apalaches, reforçando o caráter educativo e turístico da rodovia.

Como a história da Blue Ridge Parkway influencia a região?
A construção da Blue Ridge Parkway começou em 1935, no contexto do New Deal, para gerar empregos e integrar dois parques nacionais. O projeto se estendeu por décadas, com trechos inaugurados gradualmente até a conclusão nos anos 1980.
Mais de 200 mirantes, cerca de 170 pontes e 26 túneis foram projetados para se integrar à paisagem, como o viaduto curvo Linn Cove Viaduct. O fluxo turístico movimenta hotéis, pousadas, restaurantes e feiras locais, diversificando a economia de comunidades rurais.
O que torna a Blue Ridge Parkway uma estrada tão especial?
Com limites de velocidade entre 70 e 75 km/h e curvas frequentes, a estrada convida a dirigir devagar, favorecendo observação de paisagens e fotografia. A neblina, a travessia de animais e as mudanças de altitude exigem atenção redobrada do motorista.
Ao longo do percurso, destacam-se o Linn Cove Viaduct, o Pine Mountain Tunnel e pontes sobre gargantas profundas. Moinhos históricos, como o Mayberry Mill, e painéis interpretativos explicam o papel de rios como o James River no transporte e na história regional.

Quais trilhas e cachoeiras valem a parada na Blue Ridge Parkway?
Muitas trilhas começam perto dos estacionamentos, permitindo alternar a condução com caminhadas curtas. Para ajudar a planejar as paradas, alguns percursos se destacam entre mirantes, montanhas e quedas-d’água:
- Humpback Rocks: trilha curta e íngreme até afloramento rochoso com amplo horizonte.
- Craggy Pinnacle: cerca de 2 km ida e volta, com vistas em 360 graus sobre a cadeia de montanhas.
- Crabtree Falls: circuito de aproximadamente 4 km até uma queda-d’água de cerca de 18 metros.
- Linville Falls: trilhas curtas levam a diferentes mirantes de um cânion profundo e quedas de quase 30 metros.
Regiões como Peaks of Otter, Sharp Top e Mount Mitchell oferecem lagos, áreas de descanso e vistas amplas. Para quem prefere quedas-d’água de acesso simples, Cascade Falls e Looking Glass Falls costumam ser boas opções.
Como planejar uma viagem pela Blue Ridge Parkway?
O planejamento deve considerar clima, época do ano e tempo disponível, pois neblina, gelo e fechamentos sazonais são comuns. É essencial consultar mapas atualizados e avisos oficiais antes de iniciar o trajeto.
Definir o sentido da viagem, escolher paradas prioritárias, reservar hospedagem e prever tempo extra para deslocamentos torna a experiência mais segura. Levar roupas em camadas, água e mantimentos ajuda a lidar com as bruscas variações de temperatura típicas das montanhas.

