Conhecido mundialmente como o “Caribe Amazônico”, este distrito de Santarém, no Pará, repousa a cerca de 1.350 km de Belém. É o refúgio ideal para quem busca desconexão em um cenário onde a selva abraça rios de águas cristalinas e mornas.
O reconhecimento internacional da vila paraense
Alter do Chão ostenta o título de detentora da praia de água doce mais bonita do mundo, reconhecimento conferido pelo prestigiado jornal britânico The Guardian. Este status transformou a antiga vila de pescadores em um ponto focal do turismo sustentável, preservando sua identidade sensorial ligada às tradições dos 6.000 habitantes locais e à herança dos povos originários.

Quais vivências definem o roteiro neste cenário preservado?
A experiência em Alter do Chão integra o isolamento das pontas de areia branca à riqueza de ingredientes extraídos diretamente da floresta e dos rios. A jornada sensorial é marcada pelo contraste entre o verde profundo da mata e o azul-turquesa do Rio Tapajós.
Os visitantes encontram uma harmonia rara entre o lazer contemplativo e a imersão cultural através das seguintes experiências:
- Ilha do Amor: O cartão-postal da região, onde bancos de areia branca surgem no meio do rio, permitindo caminhar com águas límpidas à altura do joelho.
- Lago Verde: Um espelho d’água cercado por igapós, onde o silêncio da navegação em canoas permite ouvir o canto da fauna local sob o sol da Amazônia.
- Piracuí: Conhecido como a “farinha de peixe”, este prato ancestral oferece uma textura única e um sabor que carrega a história da culinária paraense.
- Ponta do Cururu: O local preferido para contemplar o pôr do sol, quando o céu assume tons de rosa e laranja, refletindo-se na imensidão do Rio Tapajós.
- Floresta Nacional do Tapajós (FLONA): Unidade de Conservação gerida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), onde trilhas levam a samaúmas gigantescas.
- Tacacá: Iguaria servida em cuias, composta por tucupi, goma de mandioca, jambu e camarão, proporcionando uma dormência característica e revigorante.
Quem sonha em conhecer o Caribe Amazônico, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal Rolê Família, que conta com mais de 117 mil visualizações, onde o canal mostra um guia completo de Alter do Chão:
Qual é o momento ideal para planejar a viagem?
O momento ideal para visitar a região depende da visibilidade das praias, que surgem no auge da vazante do rio, entre agosto e dezembro. Durante esses meses, o sol é onipresente, enquanto o restante do ano revela uma paisagem dominada pelas águas que invadem as copas das árvores.
A variação térmica é pequena, mas a sensação de calor é intensificada pela umidade, conforme detalhado nos períodos sazonais abaixo:
| Período / Estação | Média Térmica | O que esperar |
|---|---|---|
| Alta Temporada / Seca Agosto a Dezembro |
26°C a 36°C | O “Verão Amazônico”. Praias de areia branca totalmente expostas e águas cristalinas. É a melhor época para visitar a Ilha do Amor. |
| Baixa Temp. / Cheia Fevereiro a Junho |
24°C a 31°C | Época do “Inverno Amazônico”. Rios altos permitem passeios mágicos de canoa por entre os igapós e florestas inundadas. |
| Transição Janeiro e Julho |
25°C a 33°C | Nível d’água instável. Em julho, as praias começam a reaparecer; em janeiro, o rio sobe e a paisagem muda rapidamente a cada semana. |
Baseado em estimativas históricas do Climatempo.
Como realizar o deslocamento para este refúgio?
O acesso principal à vila ocorre através da cidade de Santarém, que recebe voos diários das principais capitais brasileiras. O trajeto partindo do Aeroporto de Santarém – Maestro Wilson Fonseca utiliza inicialmente a Rodovia Fernando Guilhon e segue pela Rodovia Everaldo Martins (PA-457), percorrendo 34 quilômetros em um tempo médio de 40 minutos.

Você precisa conhecer o pulsar da floresta
Explore a biodiversidade e a pureza deste santuário paraense, onde cada mergulho no Rio Tapajós renova o espírito. A joia do Pará aguarda quem deseja testemunhar o espetáculo da natureza em sua forma mais autêntica.