O forno micro-ondas tornou-se um dos equipamentos mais presentes nas cozinhas domésticas e profissionais, acompanhando a rotina de preparo rápido de refeições e aquecimento de alimentos, mas ainda gera dúvidas sobre sua origem, funcionamento, segurança e impactos na saúde, especialmente por envolver o uso de radiação não ionizante.
Como surgiu o forno micro-ondas e como ele chegou às casas?
A história do forno micro-ondas está ligada ao desenvolvimento de tecnologias de comunicação e defesa no século XX, especialmente às pesquisas com radares durante períodos de conflito. Engenheiros observaram que as mesmas ondas usadas em aplicações militares também conseguiam aquecer alimentos de forma extremamente rápida, abrindo caminho para esse novo eletrodoméstico.
No início, os primeiros modelos eram grandes, caros e consumiam muita energia, sendo comuns apenas em indústrias, embarcações e cozinhas comerciais. Com o avanço da eletrônica e a miniaturização de componentes, o aparelho tornou-se mais compacto e acessível, entrando de forma intensa nas residências a partir da década de 1970.

Como o forno micro-ondas funciona?
O funcionamento do forno micro-ondas baseia-se na emissão de ondas eletromagnéticas em faixa específica de frequência, capazes de interagir com as moléculas de água dos alimentos. Um componente chamado magnetron converte energia elétrica em micro-ondas, que se espalham pela cavidade interna e penetram no alimento de forma relativamente uniforme.
Essas ondas fazem as moléculas de água vibrarem rapidamente, gerando calor por atrito molecular e aquecendo o alimento em diversas regiões ao mesmo tempo. Para reduzir pontos frios e quentes, os aparelhos contam com pratos giratórios ou sistemas de distribuição de ondas, sempre utilizando radiação não ionizante, que não altera o DNA.
O uso do forno micro-ondas faz mal à saúde?
As micro-ondas usadas nesses fornos não são do mesmo tipo das radiações ionizantes, como raios-x e raios gama; possuem energia semelhante à de sinais de rádio, Wi-Fi e telefonia. Em condições normais, essas ondas ficam confinadas no interior do aparelho, graças à blindagem metálica da cavidade e à porta com tela metálica frontal.
Os principais riscos estão ligados ao uso inadequado do equipamento e dos recipientes. Entre os cuidados recomendados, destacam-se:
- Evitar aquecer recipientes inadequados, como plásticos comuns que podem liberar substâncias indesejadas;
- Não usar embalagens metálicas ou objetos com partes metálicas, que podem causar faíscas e danificar o forno;
- Manter porta, travas e borrachas de vedação em bom estado, prevenindo vazamentos de energia.
Com mais de 214 mil visualizações, o canal Super Nutridos apresenta como surgiu o forno micro-ondas, com foco na descoberta acidental durante pesquisas de radar e na transformação desse experimento em eletrodoméstico popular:
O micro-ondas faz o alimento perder nutrientes ou liberar substâncias?
Como qualquer método de cocção, o micro-ondas pode causar perda de vitaminas sensíveis ao calor, como a vitamina C. Porém, por usar menor tempo de preparo e, muitas vezes, pouca água, tende a preservar melhor alguns nutrientes em comparação ao cozimento prolongado em água abundante.
Certos plásticos podem liberar compostos como bisfenol A (BPA) e ftalatos quando aquecidos, por isso órgãos de saúde recomendam dar preferência a recipientes de vidro temperado, cerâmica própria para micro-ondas e plásticos livres de BPA, evitando reutilizar embalagens plásticas descartáveis.
Quais são os usos adicionais e cuidados diários com o micro-ondas?
Além de aquecer e cozinhar, o forno micro-ondas pode auxiliar na higiene doméstica, como na esterilização de esponjas úmidas, panos pequenos e alguns utensílios compatíveis, reduzindo significativamente a quantidade de microrganismos. Esse uso deve ser feito com supervisão e seguindo orientações de tempo e potência.
Para um uso seguro e eficiente no dia a dia, recomenda-se verificar se o alimento foi aquecido de forma uniforme, respeitar tempos e potências informados nas embalagens, evitar superaquecimento de líquidos e realizar limpeza periódica da cavidade interna, mantendo o aparelho em bom estado e prolongando sua vida útil.

