Localizada em Belo Horizonte, Minas Gerais, a Casa do Baile é uma das obras mais charmosas de Oscar Niemeyer. Parte do Conjunto Moderno da Pampulha, Patrimônio da Humanidade, ela encanta com suas curvas de concreto que dançam sobre a lagoa.
Por que as curvas da Casa do Baile são tão famosas?
A fama da Casa do Baile vem da genialidade com que Oscar Niemeyer utilizou o concreto armado para criar formas livres e sinuosas, rompendo com a rigidez das linhas retas. A marquise em curva, que parece flutuar, não é apenas um elemento estético; ela abraça a paisagem e integra a arquitetura à Lagoa da Pampulha.

Situada em uma pequena ilha artificial, conectada por uma ponte de concreto, a obra explora a relação entre o construído e a natureza. Os jardins que a cercam, projetados por Roberto Burle Marx, complementam a composição, criando um diálogo perfeito entre arquitetura e paisagismo.
Qual era a função original da obra e para que serve hoje?
Inaugurada em 1943, a Casa do Baile foi concebida para ser um pequeno e charmoso salão de danças e restaurante, um espaço de lazer popular e democrático para a sociedade de Belo Horizonte da época. Era o ponto de encontro e diversão do inovador complexo da Pampulha.
Hoje, o espaço foi ressignificado e funciona como o Centro de Referência em Urbanismo, Arquitetura e Design de Belo Horizonte. Ele abriga exposições, seminários e eventos culturais, mantendo-se como um polo de criatividade e debate, mas agora com foco na reflexão sobre a cidade e as artes.
| Característica | Função Original (1943) | Função Atual |
| Propósito | Lazer e socialização (Salão de Baile). | Cultural e educativo. |
| Público | Moradores em busca de diversão. | Turistas, estudantes e profissionais de arquitetura. |
| Atmosfera | Festiva e popular. | Contemplativa e intelectual. |
Como a Casa do Baile se integra ao Conjunto da Pampulha?
A Casa do Baile é uma das quatro obras-primas encomendadas pelo então prefeito Juscelino Kubitschek a Oscar Niemeyer para compor o Conjunto Moderno da Pampulha. Ela representava o pilar do lazer popular, complementando as funções religiosa, cultural e esportiva dos outros edifícios.
O conjunto como um todo é um marco do modernismo brasileiro e foi declarado Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO. Para entender a visão completa do projeto, é essencial visitar as outras obras que o compõem.
Os outros edifícios do Conjunto Moderno da Pampulha:
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Igreja de São Francisco de Assis
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Museu de Arte da Pampulha (antigo Cassino)
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Iate Tênis Clube
Vale a pena a visita e como planejar?
Com certeza. A visita à Casa do Baile é uma experiência estética e sensorial. A beleza de suas formas, o reflexo na água e a tranquilidade do local fazem dela um dos pontos mais fotogênicos de Belo Horizonte e um refúgio da agitação urbana.
Para mergulhar na arquitetura icônica de Belo Horizonte, selecionamos o conteúdo do canal da Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte. No vídeo a seguir, os especialistas detalham visualmente o percurso pela Casa do Baile, revelando a sinuosidade das curvas de Oscar Niemeyer e a riqueza paisagística que compõe o Conjunto Moderno da Pampulha:
Para planejar sua visita, é fundamental consultar a programação de exposições e os horários de funcionamento, que podem ser encontrados no portal da Fundação Municipal de Cultura. O espaço é tombado e protegido pelo IPHAN, o que garante sua preservação para as futuras gerações.
Dicas para aproveitar o passeio:
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Combine a visita com um passeio de bicicleta pela orla da Lagoa da Pampulha.
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Vá no final da tarde para aproveitar a luz dourada, ideal para fotos.
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Verifique se há alguma exposição temporária em cartaz para enriquecer a visita.

