O Sistema Capoto com EPS é uma das soluções mais eficientes para quem busca conforto térmico e acústico em edificações, atuando como um revestimento externo que protege a alvenaria. Essa técnica utiliza placas de isopor para criar uma barreira isolante, reduzindo a transferência de calor e ruído, além de prevenir patologias como infiltrações quando a drenagem é bem executada.
Por que a “respiração” da parede é fundamental?
Um dos segredos para o sucesso desse sistema é garantir que a parede não fique totalmente selada atrás das placas de isolamento. Durante a fixação, os cordões de massa devem permitir um vão contínuo vertical, possibilitando que a parede “respire” e que a condensação natural escoe livremente.
Se a água de condensação ficar represada atrás do isopor, ela pode gerar umidade interna e comprometer a estrutura da fachada. O teste de vazão, feito jogando água no topo da instalação, comprova a eficiência do sistema quando o líquido drena pela parte inferior, evitando acúmulos nocivos.
Quem busca isolamento térmico e acústico, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal VEM COM OZEIAS NA CONSTRUÇÃO, que conta com mais de 5 milhões de visualizações, onde Ozeias mostra detalhadamente o passo a passo do sistema capoto (isopor) nas paredes:
Como é feita a fixação correta das placas?
Para colar o EPS na alvenaria, utiliza-se uma argamassa específica, geralmente um produto cimentício do tipo “base coat”, aplicado diretamente sobre o tijolo ou bloco. As placas devem ser pressionadas com o auxílio de uma régua para garantir o alinhamento perfeito, o que economiza material nas etapas de acabamento e evita ondulações na fachada.
O posicionamento das placas deve seguir a lógica da amarração, similar ao assentamento de tijolos, desencontrando as juntas verticais. O corte do material é simples e leve, podendo ser realizado com estilete e um apoio reto, o que torna a execução rápida e reduz o desperdício na obra.
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Qual a função do reforço estrutural nos cantos?
Ao atingir as extremidades da parede ou encontros em 90 graus, a aplicação de reforços é obrigatória para evitar fissuras futuras. A tela de canto é o componente responsável por absorver as movimentações naturais da estrutura e impedir que trincas apareçam nessas regiões críticas.
Ignorar essa etapa pode comprometer a integridade visual e funcional do revestimento a longo prazo. O sistema exige que essas áreas de tensão recebam atenção redobrada antes da aplicação da malha de vidro em toda a extensão da parede.

Quais etapas garantem a resistência da superfície?
Antes de receber o acabamento, a superfície lisa do EPS precisa ser preparada para garantir a ancoragem química e mecânica da argamassa. É necessário criar ranhuras nas placas, utilizando uma serra ou escova de aço, para abrir os poros do material e aumentar a aderência.
O processo de estruturação da fachada segue uma sequência lógica para criar uma parede monolítica:
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Abertura de poros: Lixamento ou ranhura das placas de EPS para aderência.
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Aplicação da base: Distribuição da massa cimentícia com desempenadeira dentada.
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Instalação da tela: Desenrolar a tela de fibra de vidro sobre a massa fresca.
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Camada final: Aplicação da segunda demão após a secagem (aprox. 4 horas) para cobrir a tela.
O resultado final oferece conforto real?
Quando executado corretamente, o sistema transforma a fachada em uma barreira termoacústica de alto desempenho. Os moradores percebem a diferença na temperatura interna, com menos calor no verão e menos frio no inverno, além de uma redução significativa nos ruídos externos.
A parede finalizada torna-se uma estrutura contínua e reforçada, pronta para receber texturas ou pinturas decorativas. Além da eficiência técnica, o método se destaca pelo baixo consumo de material e pela leveza, não sobrecarregando a estrutura da edificação.

