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Marcação a mercado: o mecanismo que revela ganhos e perdas antes da hora

Entenda como a marcação a mercado afeta o valor dos investimentos no dia a dia

Rui das Neves Por Rui das Neves
12/01/2026
Em Rui das Neves

Num momento em que cada oscilação econômica pode impactar diretamente o bolso do investidor, um conceito técnico ganha destaque em períodos de instabilidade: a marcação a mercado. Embora soe distante para o investidor iniciante, esse mecanismo está presente diariamente em grande parte dos investimentos e é ele que reflete se a carteira está se valorizando ou perdendo valor antes mesmo de qualquer venda.

O que é marcação a mercado?

A marcação a mercado, também conhecida como mark-to-market, é o processo pelo qual instituições financeiras atualizam diariamente o valor dos ativos com base em seus preços efetivos de negociação no mercado. Esse procedimento se aplica a títulos públicos, títulos privados como CRIs, CRAs, LCIs, LCAs, Letras Imobiliárias Garantidas (LIGs), debêntures, além de fundos de investimento, derivativos e operações realizadas no mercado secundário.

Do ponto de vista operacional, funciona da seguinte forma: um título possui prazo definido e valor a ser pago no vencimento. Ao longo do tempo, porém, seu preço de mercado varia conforme mudanças na taxa de juros, na percepção de risco e na demanda dos investidores.

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Como o valor final do título é previamente conhecido, o preço do investimento vai sendo ajustado ao longo do tempo, refletindo o valor presente desse fluxo futuro, considerando juros compostos e o prazo restante até o vencimento.

Como o investidor enxerga isso na prática

Na prática, o saldo que o investidor mais experiente acompanha não é o valor final contratado, mas sim o valor presente do ativo, que reflete continuamente o humor do mercado e a sensibilidade ao risco. Esse valor pode variar de um dia para o outro e, em alguns casos, até intraday.

Um ponto central é que quanto maior o prazo do título, maior tende a ser sua sensibilidade às variações da taxa de juros. Por isso, ativos de renda fixa longa podem apresentar oscilações semelhantes às da renda variável, gerando momentos de euforia ou de apreensão.

Transparência e regulação

Desde 2 de janeiro de 2023, distribuidores de investimentos, como bancos e corretoras, passaram a ser obrigados a disponibilizar aos clientes os valores de referência de debêntures, CRIs, CRAs e títulos públicos federais (exceto Tesouro Direto, que já possui marcação diária há mais tempo).
Na prática, isso significa que esses ativos passaram a ser marcados a mercado, ampliando a transparência e a credibilidade do sistema financeiro, segundo diretrizes da Anbima.

Hoje, a marcação a mercado é vista como essencial para que investidores consigam enxergar os preços reais dos ativos, reduzindo assimetrias de informação e evitando surpresas.

Marcação a mercado positiva e negativa

A marcação a mercado positiva ocorre quando o valor atual de um título ou fundo supera o preço registrado na negociação anterior. Isso tende a acontecer quando há aumento de demanda, queda das taxas de juros ou melhora nas expectativas econômicas.

Em cenários de queda de juros, por exemplo, títulos de renda fixa de prazo mais longo tendem a se valorizar. Quem comprou esses papéis antes do movimento vê o valor de mercado de sua carteira aumentar.

Já a marcação a mercado negativa acontece quando o preço do ativo cai em relação ao período anterior, algo comum em momentos de instabilidade política, incerteza fiscal ou elevação das expectativas de juros.
Nessas situações, títulos prefixados ou indexados à inflação podem sofrer desvalorizações relevantes. Embora a perda só se concretize com a venda, a sensação de perda é imediata.

Abaixo uma figura didática que explica a variação do valor do mesmo título quando muda o % da taxa de juros.

Exemplo prático

Em um exemplo didático, um título de 10 anos com taxa de 6% sofre uma queda de 1 ponto percentual nos juros, passando para 5%, o que gera uma valorização de aproximadamente 8,62% no seu valor. Nesse caso, o preço do investimento sobe de R$ 429 para R$ 466.

Por outro lado, se a taxa sobe de 6% para 7%, ocorre uma desvalorização de cerca de 7,91%, com o preço caindo de R$ 429 para R$ 395.

Combinação de títulos e leitura de ciclo

Investidores mais experientes podem combinar estratégias entre títulos prefixados ou IPCA+ e títulos pós-fixados, aproveitando diferentes momentos do ciclo econômico.


Em linhas gerais:

  • Quando há valorização via marcação a mercado positiva, parte do ganho pode ser migrada para ativos pós-fixados, que tendem a oferecer maior estabilidade.

  • Após o esgotamento de um ciclo negativo, o investidor pode retornar aos títulos mais sensíveis aos juros, aproveitando uma nova fase de valorização.

  • Esse movimento exige leitura de cenário, disciplina e controle de riscos, não sendo indicado para todos os perfis.

No olhar de longo prazo

É importante reforçar que, ao manter o investimento até o vencimento, o investidor tende a receber exatamente o valor contratado no início da operação, independentemente das oscilações intermediárias.

A marcação a mercado reflete a realidade do mercado naquele instante, mas não determina, por si só, o resultado final da aplicação. Compreender esse mecanismo ajuda o investidor a evitar decisões precipitadas e a interpretar melhor os movimentos da carteira ao longo do tempo.

*As opiniões transmitidas pelo colunista são de responsabilidade do autor e não refletem, necessariamente, a opinião da BM&C News.

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