A conclusão do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia abre espaço para uma redução gradual de preços de diversos produtos no mercado brasileiro. A iniciativa prevê a diminuição ou eliminação de tarifas de importação, o que tende a aliviar o custo de itens hoje considerados caros para o consumidor.
Apesar do impacto positivo esperado, a implementação não será imediata. O acordo estabelece prazos diferentes para cada categoria de produto, com cortes tarifários que podem levar anos para serem totalmente concluídos. Ainda assim, a expectativa é de ganhos progressivos, à medida que as barreiras comerciais forem sendo reduzidas.
Quais produtos tendem a sentir primeiro os efeitos?
Entre os principais beneficiados estão alimentos e bebidas importados da Europa, segmento que atualmente sofre com impostos elevados. Com a redução das tarifas, esses produtos devem ganhar competitividade no varejo brasileiro, ampliando a oferta e pressionando preços para baixo.
- Vinhos europeus, incluindo rótulos premium
- Azeite de oliva, hoje fortemente tributado
- Queijos e laticínios de origem europeia
- Chocolates e produtos gourmet
Além disso, especialistas apontam que o acordo pode favorecer ganhos de escala e melhorias logísticas, fatores que ajudam a reduzir custos ao longo da cadeia de importação. Isso aumenta a probabilidade de que parte do benefício seja repassada ao consumidor final.
Nesse sentido, o mercado de vinhos é frequentemente citado como exemplo. As tarifas atuais elevam significativamente os preços no Brasil, e a redução gradual desses impostos tende a facilitar o acesso a produtos de maior qualidade, com valores mais competitivos.
Por outro lado, analistas ressaltam que a queda de preços dependerá também da dinâmica interna do mercado, como câmbio, margens de distribuição e concorrência. Ou seja, o acordo cria as condições para preços menores, mas o repasse não será automático nem uniforme.
Enquanto isso, a avaliação predominante é de que o acordo UE-Mercosul representa um avanço relevante para a integração comercial do Brasil, com potencial de ampliar o poder de compra no médio e longo prazo e diversificar o consumo de produtos importados no país.

