Clientes do Banco do Brasil e de outras instituições financeiras enfrentam uma ameaça crescente: o golpe da falsa central telefônica. Criminosos utilizam tecnologia para simular o número oficial do banco e roubar dados sensíveis e dinheiro das vítimas.
Como os golpistas conseguem imitar o número do banco?
Os criminosos utilizam uma técnica chamada “spoofing”, que mascara o número real da chamada e faz aparecer no visor do celular da vítima o número oficial do Banco do Brasil (como o 4004-0001). Isso gera uma confiança imediata, fazendo a pessoa acreditar que está falando com um funcionário real, para evitar esse tipo de caso, o Banco do Brasil deixa comunicado em seu site algumas maneiras de se proteger.

Na ligação, o falso atendente geralmente informa sobre uma “compra suspeita” ou uma “tentativa de invasão” na conta. Para “resolver” o problema, eles induzem a vítima a digitar senhas, fazer transferências para “contas seguras” ou até instalar aplicativos de acesso remoto no celular.
Quais são os sinais claros de que é uma fraude?
O sinal mais importante é o pedido de senhas ou a solicitação para realizar transferências (Pix/TED) para cancelar uma operação. Bancos nunca pedem que você transfira dinheiro para proteger sua conta. Outro alerta é a pressão psicológica e o senso de urgência impostos pelo atendente.
Além disso, desconfie se pedirem para você instalar aplicativos de suporte (como TeamViewer ou AnyDesk) ou se solicitarem que você entregue seu cartão a um motoboy. A Polícia Civil alerta constantemente que instituições financeiras não recolhem cartões em domicílio.
O que o banco NUNCA faz:
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Pedir sua senha de 6 ou 8 dígitos por telefone.
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Solicitar transferências para “contas de teste” ou “seguras”.
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Pedir para instalar softwares de acesso remoto.
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Enviar motoboy para buscar cartões.
O que fazer se receber uma ligação suspeita?
A regra de ouro é: desligue imediatamente. Não tente argumentar nem forneça dados para “confirmar” sua identidade. Após desligar, espere alguns minutos ou use outro telefone para ligar para o canal oficial do banco e verificar a veracidade da informação.
Para evitar prejuízos e identificar lojas fraudulentas na internet, selecionamos o conteúdo do canal Felipe Leão, que conta com mais de 450 mil inscritos. No vídeo a seguir, as especialistas detalham visualmente cinco dicas essenciais para conferir a veracidade de fornecedores, ensinando como usar sites de reclamação e o que observar nos perfis de redes sociais antes de fechar qualquer pedido:
Se você já forneceu dados ou fez transferências, entre em contato com o banco imediatamente pelo aplicativo ou agência para bloquear as senhas e tentar acionar o Mecanismo Especial de Devolução (MED) do Pix. Registre também um Boletim de Ocorrência.
Onde buscar informações oficiais de segurança?
A informação é a melhor defesa. O Banco do Brasil possui uma página dedicada à segurança digital com orientações atualizadas sobre os golpes do momento. A Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN) também mantém campanhas educativas essenciais para a população.
Consultar fontes oficiais, como o site da FEBRABAN, ajuda a entender as novas táticas dos criminosos. A tabela abaixo diferencia uma ligação real de uma falsa.
| Ação na Ligação | Central Oficial do Banco | Golpe da Falsa Central |
| Motivo do Contato | Confirmação de dados simples ou oferta. | Alerta de fraude, compra suspeita ou invasão. |
| Solicitação de Senha | Nunca pede senha transacional. | Pede senha ou digitação no teclado. |
| Resolução | Orienta ir à agência ou app. | Exige ação imediata (transferência/Pix) na linha. |

