A produção de picolés Magnum transformou o mercado ao criar o primeiro sorvete premium focado no público adulto, lançado originalmente na Dinamarca no final dos anos 80. Hoje, é um ícone global que exige um processo industrial rigoroso para garantir sua famosa textura e sabor.
Como a produção de picolés Magnum mudou o mercado?
Antes do Magnum, os picolés eram vistos majoritariamente como produtos infantis, mas a marca introduziu o conceito de “indulgência premium”. Essa mudança estratégica focada no prazer adulto e na alta qualidade dos ingredientes transformou o produto em um gigante de vendas.

Atualmente sob a gestão da Unilever, a marca vende mais de 1 bilhão de unidades por ano em todo o mundo. O sucesso reside na capacidade de manter a padronização e a qualidade em escala global, utilizando tecnologia de ponta em suas linhas de montagem.
Qual o segredo para o sorvete de baunilha ficar tão cremoso?
A base cremosa é feita com leite desnatado, creme de leite e favas de baunilha reais, que são misturados e pasteurizados a 83°C para garantir a segurança alimentar. Esse processo de pasteurização é fundamental e, no Brasil, segue normas rígidas fiscalizadas pela ANVISA.
Após o aquecimento, a mistura matura por 24 horas em tanques e recebe uma injeção controlada de ar (overrun) no freezer contínuo. Isso evita que o sorvete vire um bloco de gelo duro, garantindo a textura macia. Veja abaixo os principais componentes dessa receita.
Ingredientes base a seguir:
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Leite desnatado e creme de leite fresco.
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Açúcar e favas de baunilha selecionadas.
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Chocolate belga com alto teor de manteiga de cacau.
Como a casca de chocolate é aplicada sem derreter o recheio?
O maior desafio técnico da produção de picolés Magnum foi criar uma casca espessa que não derretesse o sorvete no contato. A solução foi usar um chocolate rico em manteiga de cacau e aplicar um choque térmico extremo: o sorvete passa por um túnel a -40°C antes do banho.
Para desvendar os segredos por trás de um dos picolés mais famosos do mundo, selecionamos o conteúdo do canal Tudo Tech HD. No vídeo a seguir, os especialistas detalham o incrível processo industrial de fabricação do Magnum, desde a criação da base cremosa de baunilha até o banho crocante em chocolate belga:
Ao mergulhar o picolé ultracongelado no chocolate líquido a 35°C, a cobertura solidifica instantaneamente, criando o famoso “craque” ao morder. O processo é milimetricamente cronometrado para garantir a aderência perfeita.
Etapas do processo industrial a seguir:
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Extrusão da massa e inserção automática do palito.
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Ultracongelamento em túnel a -40°C.
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Banho de imersão em chocolate morno.
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Embalagem imediata em Flow Pack.
Como é garantida a qualidade até a chegada ao consumidor?
Após serem embalados em filmes resistentes à umidade, os picolés são armazenados em câmaras frigoríficas mantidas entre -25 e -30°C. Manter essa cadeia de frio é essencial para que a estrutura do chocolate e do sorvete chegue intacta ao consumidor final em qualquer lugar do mundo.
A eficiência dessa indústria de alimentos é monitorada de perto, refletindo nos dados de produção industrial analisados pelo IBGE. A tabela abaixo resume as temperaturas críticas que tornam a magia do Magnum possível.
| Etapa do Processo | Temperatura Aproximada | Função |
| Pasteurização | 83°C | Eliminar bactérias e segurança. |
| Banho de Chocolate | 35°C | Manter a cobertura líquida. |
| Ultracongelamento | -40°C | Solidificar o sorvete antes do banho. |
| Armazenamento | -25°C a -30°C | Conservação e distribuição. |