Criado artificialmente na Malásia, o peixe Flowerhorn é um híbrido que foi uma verdadeira febre no Brasil, famoso por sua cor vibrante e seu icônico “coque”. Hoje, o gigante que era símbolo de status aos poucos desaparece das lojas, vítima de cruzamentos indevidos.
O que é o peixe Flowerhorn e por que seu ‘coque’ é tão famoso?
O Flowerhorn não é uma espécie encontrada na natureza. Ele foi desenvolvido por criadores nos anos 90 através do cruzamento de diferentes ciclídeos, com o objetivo de criar um peixe ornamental com cores intensas e características físicas únicas.

Sua marca registrada é o coque (protuberância nucal), um depósito de gordura na cabeça que foi intensificado por seleção genética. Em competições mundiais e no mercado, quanto maior e mais bem formado o coque, mais valioso é o peixe, tornando-se o principal critério de qualidade da linhagem.
Ciclídeos usados na sua criação:
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Peixe Papagaio
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Cichlasoma trimaculatum (Cipom)
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Amphilophus labiatus
Por que o Flowerhorn ‘desapareceu’ do Brasil?
Há cerca de 15 anos, o Flowerhorn era o peixe do momento, um símbolo de status no aquarismo “Jumbo”. No entanto, sua popularidade caiu drasticamente, e hoje ele perdeu espaço para outros gigantes, como a Pirarara e a Aruanã.
Para aprofundar a sua curiosidade sobre peixes híbridos e a história do hobby, selecionamos mais uma vez o conteúdo do canal BRASIL JUMBOS. No vídeo a seguir, os especialistas detalham visualmente as características do Flowerhorn, um ciclídeo famoso pela protuberância na cabeça (coque) e explicam por que esta espécie está a tornar-se cada vez mais rara no país:
O principal motivo do declínio foi a perda de qualidade genética no país. Cruzamentos irresponsáveis, feitos sem critério, resultaram em peixes “vira-latas”, que não possuíam as cores vibrantes nem o coque proeminente das linhagens originais importadas, frustrando os aquaristas e desvalorizando o peixe.
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Quais os cuidados essenciais para criar um Flowerhorn?
O Flowerhorn é conhecido por ser extremamente agressivo e territorial. Por isso, a recomendação é criá-lo como um “Pet Fish”, ou seja, sozinho em um aquário exclusivo, onde ele pode interagir com o dono e se tornar o único rei do seu território.
Para manter um exemplar adulto saudável, é necessário um aquário de no mínimo 150 a 200 litros. Além disso, a alimentação é crucial para manter suas cores vibrantes, exigindo rações específicas que potencializam a pigmentação de linhagens como a Red Dragon.
Cuidados básicos:
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Aquário: Mínimo de 150 litros, exclusivo para ele.
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Comportamento: Extremamente territorial; não convive bem com outros peixes.
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Alimentação: Rações de alta qualidade para realçar as cores.
Qual a diferença entre um Flowerhorn de linhagem e um ‘vira-lata’?
A diferença está na genética. Um peixe de linhagem pura tem cores previsíveis e um grande potencial para desenvolver um coque imponente. Já o “vira-lata” é resultado de cruzamentos aleatórios, gerando um peixe de coloração pálida e sem as características que tornaram a espécie famosa.
A criação de animais ornamentais envolve responsabilidade, e a importação e manejo de espécies são temas acompanhados por órgãos como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). A popularidade de espécies no mercado pet, como mostram dados do IBGE, pode levar a picos de criação que, sem o devido cuidado, comprometem a qualidade genética.
| Característica | Flowerhorn de Linhagem | Flowerhorn “Vira-lata” |
| Coque (Nuchal Hump) | Grande potencial de desenvolvimento. | Pequeno ou inexistente. |
| Coloração | Intensa, vibrante e com padrões definidos. | Pálida, manchada e sem padrão. |
| Valor de Mercado | Alto, pode custar centenas de reais. | Baixo, vendido como um ciclídeo comum. |

