O Bitcoin encerrou a semana com alta próxima de 8%, alcançando a faixa dos US$ 91 mil e trazendo algum alívio após dias de volatilidade intensa. Apesar da recuperação recente, o movimento ainda não compensa o tombo acumulado ao longo do mês, em que a criptomoeda recua quase 20%. O mercado segue atento às sinalizações do Federal Reserve, cuja trajetória de juros continua sendo o principal vetor de risco para ativos digitais.
Nesse sentido, investidores enxergam na retomada semanal um possível repique técnico, sustentado pela expectativa de cortes na taxa americana a partir de dezembro. Além disso, discussões sobre mudanças no comando do banco central dos EUA também adicionaram volatilidade às negociações, já que diferentes posturas regulatórias podem alterar a percepção de risco sobre o mercado cripto.
Por que o Bitcoin reagiu nos últimos dias?
Os sinais de que o Fed pode iniciar um ciclo de afrouxamento monetário reacenderam o apetite por ativos considerados mais arriscados. A perspectiva de juros menores tende a melhorar a liquidez global, favorecendo criptomoedas. Além disso, rumores envolvendo a possível nomeação de um dirigente com visão mais branda sobre regulação impulsionaram o sentimento de curto prazo.
Por outro lado, analistas destacam que a alta recente ainda não indica reversão de tendência. O mercado continua sensível a qualquer surpresa nos indicadores americanos, especialmente dados de inflação e atividade, que podem alterar novamente as apostas para a política monetária.
O mês foi realmente tão negativo para o Bitcoin?
Sim. Mesmo com a recuperação da semana, o desempenho mensal permanece fraco. Em novembro, o Bitcoin chegou a testar a região de US$ 80,5 mil, consolidando um dos piores meses desde 2022. Enquanto isso, outras criptomoedas de grande capitalização também acompanharam o movimento de queda, refletindo uma realização mais generalizada em ativos de risco.
O que esperar daqui para frente?
O comportamento do Bitcoin nas próximas semanas dependerá, sobretudo, das decisões do Fed e do fluxo para ativos de risco. Nesse sentido, três fatores devem permanecer no radar dos investidores:
- Trajetória dos juros nos EUA: qualquer mudança nas expectativas pode provocar novas ondas de volatilidade.
- Liquidez global: movimentos no dólar e nos títulos americanos tendem a influenciar o mercado cripto.
- Regulação: discussões sobre supervisão e novas regras para o setor continuam gerando incertezi
Enquanto isso, para quem já está posicionado, a orientação predominante tem sido adotar cautela e evitar decisões impulsivas em meio a um ambiente ainda instável. Para novos entrantes, a recomendação tem sido observar o mercado com paciência e foco no médio prazo, sobretudo considerando o peso da política monetária sobre os preços.
















