A licença maternidade e paternidade garante tempo de cuidado com o bebê sem perda de renda, mas muita gente não conhece os prazos e regras. A legislação mistura direitos trabalhistas e previdenciários, o que pode confundir quem está perto de ser mãe ou pai. Entender como funciona cada licença ajuda a se organizar e evitar perda de benefício por falta de informação.
O que é licença maternidade e licença paternidade na prática?
A licença maternidade é o período em que a trabalhadora se afasta do emprego para cuidar do filho recém-nascido, em caso de adoção ou em situações previstas em lei, mantendo o direito ao benefício. Já a licença paternidade é o tempo concedido ao trabalhador para acompanhar os primeiros dias de vida da criança e apoiar a família.
Ambas as licenças fazem parte de um conjunto de direitos trabalhistas e previdenciários que protegem a maternidade e a paternidade. A empresa precisa respeitar a estabilidade e os prazos, enquanto a Previdência Social garante o pagamento do benefício nas situações previstas.

Quais são os prazos da licença maternidade?
De forma geral, a licença maternidade tem duração básica de 120 dias, podendo começar pouco antes do parto ou na data do nascimento, a depender do caso. Em algumas situações, como empresas que participam de programas específicos, esse período pode ser prorrogado por mais 60 dias, totalizando 180 dias de afastamento.
Segundo o artigo 71 da Lei n.º 8.213 publicada no Portal do Planalto, o salário maternidade é devido por 120 dias à segurada da Previdência Social, com início entre 28 dias antes do parto e a data do nascimento. Isso vale tanto para trabalhadoras com carteira assinada quanto para outras categorias seguradas, respeitadas as regras de cada caso.
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Como funciona a licença paternidade e quando começa a contar?
A licença paternidade padrão é de cinco dias corridos para trabalhadores regidos pela CLT, contando a partir do primeiro dia útil após o nascimento ou da adoção, na prática da maioria das empresas. Em algumas situações, como adesão a programas de incentivo, esse prazo pode ser maior, conforme regras internas e legislação específica.
Esse período tem como objetivo permitir que o pai esteja presente nos primeiros dias de vida do bebê, apoiando a recuperação da mãe e a adaptação da família. Mesmo sendo mais curto que a licença maternidade, o direito é garantido e não pode ser negado quando preenchidos os requisitos legais.

Quem paga e como funciona o salário maternidade?
O salário maternidade é o benefício pago durante o período de afastamento, garantindo renda à segurada. Para quem trabalha com carteira assinada, a empresa normalmente realiza o pagamento e depois compensa junto à Previdência Social, conforme regras vigentes. Em outras categorias, o pedido é feito diretamente ao INSS.
Conforme informações oficiais sobre salário maternidade no portal do INSS, o benefício é devido em casos de nascimento de filho, aborto não criminoso, adoção ou guarda judicial para fins de adoção, desde que a pessoa esteja na condição de segurada e cumpra carência quando exigida.
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Entender prazos de licença protege a renda e a organização da família
Conhecer as regras de licença maternidade e paternidade ajuda a planejar melhor a chegada do bebê e evita surpresas no momento de pedir o benefício. Saber quem paga, quanto tempo dura a licença e quais documentos são exigidos reduz o risco de atraso ou negativa indevida.
- Facilita o planejamento financeiro do período em que a renda dependerá do benefício.
- Ajuda a cumprir prazos e evitar perda de direitos por falta de pedido no tempo correto.
- Garante mais segurança para mãe, pai e bebê na fase inicial de adaptação.
















