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A geração Z e a falta de engajamento no ambiente corporativo

Maurílio Goeldner Por Maurílio Goeldner
14/11/2025
Em Análises

Recrutadores e gestores de empresas de diferentes segmentos relatam constantemente que é cada vez mais desafiador atrair e manter jovens talentos. A percepção se repete em companhias de tecnologia, varejo, serviços financeiros e até em indústrias tradicionais: a Geração Z, formada por jovens nascidos entre 1995 e 2010, entrou no mercado em um contexto muito diferente das gerações anteriores. Eles vivenciaram a digitalização completa das rotinas, cresceram em meio à cultura das redes sociais e desenvolveram expectativas profissionais baseadas em propósito, autonomia e velocidade. Isso cria um descompasso crescente entre o que as empresas oferecem e o que esses profissionais esperam.

Essa não é a realidade apenas no Brasil. Mais de 3.500 profissionais foram entrevistados pela pesquisa Impacto da Comunicação Internacional com Funcionários 2025, conduzida pela YouGov e Staffbase na Austrália, Áustria, Alemanha, Suíça, Reino Unido e Estados Unidos. O estudo identificou que 63% dos funcionários que consideram deixar seus empregos citam a má comunicação interna como um dos motivos.

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O dado reforça que o problema vai além de benefícios, salários ou modelos híbridos. A Geração Z tem se mostrado especialmente sensível à forma como as empresas se comunicam, tanto no dia a dia quanto em decisões estratégicas. Falhas de comunicação geram sensação de isolamento, falta de reconhecimento e ausência de pertencimento, elementos que pesam muito mais para essa geração do que para as anteriores.

Como agir para reter talentos

Para Ana Eliza, especialista em RH da Companhia de Estágios, líder em recrutamento e seleção de estagiários, trainees e jovens aprendizes, o problema começa quando as empresas tratam a retenção de talentos como um objetivo, sem se preocupar em cultivar o sentimento de pertencimento. “Particularmente, não gosto muito da palavra retenção de talentos. Acredito que, quando a gente também se sente alinhado com os valores e o propósito da empresa, entende sobre a sua cultura, a sua missão e o porquê daquela empresa existir, nos sentimos fazendo parte dela”, afirma. Segundo ela, a comunicação é o alicerce dessa conexão.

A especialista reforça que a empresa precisa responder às expectativas dos novos talentos, uma vez que estagiários, trainees e jovens aprendizes querem estar em organizações com propósito, clareza e oportunidades reais de desenvolvimento. Essa percepção é apoiada pelo levantamento recente da Employer Branding Brasil, que apontou que 43% dos candidatos entrevistados aceitariam manter o salário atual para ingressar em uma empresa cujos valores e cultura sejam inspiradores. A pesquisa ouviu 3.100 candidatos em plataformas impulsionadas pela Radancy Talent Acquisition.

Com quatro gerações atuando lado a lado, comunicar-se de forma efetiva nunca foi tão complexo. “O RH tende a pensar em suas ações estratégicas sem personalizar a mensagem. É preciso considerar quem é o público: a geração Z, por exemplo, tem uma mentalidade digital, usa memes, GIFs e emojis. Mas é preciso refletir se isso é eficiente para passar uma mensagem com teor profissional. Comunicação é exercida por troca e aperfeiçoamento constante”, reflete Ana Eliza.

Além do incentivo às conversas cotidianas, cafés, almoços, reuniões e confraternizações especiais, também é importante incluir métricas objetivas e estratégicas para entender como os colaboradores percebem a empresa. Pesquisas curtas e regulares, conhecidas como pulses, enquetes rápidas destinadas a captar continuamente o clima organizacional, o engajamento e o nível de satisfação, permitem identificar dúvidas, expectativas e angústias. Tais recursos ajudam a ajustar o tom das mensagens e a calibrar ações de comunicação interna. “Esses dados são fundamentais para conhecer o público interno, entender onde estão as suas dúvidas, interesses e angústias. Assim como no marketing, o RH precisa conhecer o seu público e saber quais impressões está deixando dentro da empresa”, explica. Essa escuta ativa também reforça, especialmente aos jovens, que suas opiniões têm valor e podem gerar mudanças concretas.

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