BM&C NEWS
  • AO VIVO 🔴
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • AO VIVO 🔴
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA
Sem resultado
Veja todos os resultados
BM&C NEWS
Sem resultado
Veja todos os resultados

Mercado & Beyond debate a nova fase da indústria de investimentos

Redação BM&C News Por Redação BM&C News
04/11/2025
Em INVESTIMENTOS E FINANÇAS, MERCADO & BEYOND, PROGRAMAS BM&C

No programa Mercado & Beyond desta semana, Paula Moraes recebeu Flávio Conde da Levante para analisar a mudança estrutural que marcou os últimos anos dos mercados. A fase de liquidez farta cedeu espaço a um ambiente que recompensa disciplina e eficiência. Bancos centrais já iniciaram cortes de juros em economias desenvolvidas, porém o consenso não aponta retorno ao passado de dinheiro sem custo, o que exige cautela e reposicionamento tático dos investidores.

Conde defende que o ciclo atual combina pressões fiscais, tensões geopolíticas e crescimento global mais lento. Nesse sentido, o Brasil convive com juros reais elevados, quadro que desestimula inovação e encarece o capital. Para avançar, afirma ser indispensável reduzir o endividamento público, reequilibrar a estrutura tributária dos investimentos e reconstruir condições para uma taxa neutra mais baixa. O diagnóstico sugere ajustes graduais com foco em produtividade.

Mercado no radar: Brasil precisa arrumar a casa para crescer

O entrevistado propõe um roteiro que começa pela disciplina fiscal. O aumento da dívida como proporção do PIB mantém o prêmio de risco elevado e aprisiona a economia em juros altos. Além disso, a estrutura tributária dos investimentos foi apontada como desbalanceada. Isenções em prazos longos para títulos privados e a proposta de alíquotas lineares não favorecem a poupança de longo prazo. “Investimentos longos deveriam ter tributação menor para estimular a formação de capital“, destaca Conde.

Leia Mais

MONEY REPORT DISCUTE SOBRE OTIMIZAÇÃO DE CUSTOS NA NUVEM

Otimização de custos na nuvem entra na agenda das companhias brasileiras

13 de fevereiro de 2026
TRUMP NO CENTRO DO MERCADO

Trump: acordo com o Irã pode sair nas próximas semanas

12 de fevereiro de 2026

O encarecimento do capital também ajuda a explicar a escassez de ofertas na bolsa. Com taxa de desconto alta, o valor presente das empresas cai e o empresário evita abrir capital. Por outro lado, a renda fixa com benefícios fiscais disputa recursos com a bolsa e pode até dificultar a rolagem da dívida pública. O resultado é menos risco no curto prazo e menos crescimento no médio prazo.

ETFs ganham terreno no mercado e fundos passam por reinvenção

Enquanto isso, a indústria de fundos enfrenta um período desafiador. Resgates persistentes e consolidação de gestoras ocorrem em paralelo ao avanço dos ETFs, que oferecem diversificação a baixo custo. Para o investidor que busca exposição global, um único ETF pode reunir centenas de ações com taxas de administração bastante reduzidas. A comparação pressiona modelos tradicionais com taxas elevadas e incentiva a busca por eficiência operacional.

Apesar da digitalização, o serviço especializado segue relevante. Investidores desejam entender o que está por trás dos números, o que amplia o papel do analista e da consultoria personalizada. A combinação de relatórios, atendimento qualificado e educação financeira ajuda a transformar compradores de ações em compradores de empresas, com ênfase em qualidade, geração de caixa e governança.

O investidor brasileiro amadureceu

Flávio Conde observa mudança de comportamento da pessoa física. Desde a pandemia, muitos passaram a comprar na baixa e a reforçar posições com visão de longo prazo. Há mais interesse por conhecimento e por construção de carteira própria. Cresce também a participação em classes como fundos imobiliários e private equity, o que amplia o leque de alternativas além do binário renda fixa e ações.

O convidado vê probabilidade de correção relevante até o fim da década. O movimento de valorização ancorado em inteligência artificial pode embutir expectativas exageradas, lembrando episódios do passado. Ouro também pode merecer ajuste, já que não remunera e foi puxado por realocações oficiais. A orientação é manter diversificação, reduzir concentração em ativos com euforia e preservar ganhos já obtidos em segmentos que subiram demais.

Como a indústria pode criar valor em retornos menores

Com retornos estruturais potencialmente mais modestos, a indústria tende a migrar para modelos de preço mais enxutos e foco em serviço. A lógica empurra taxas de administração para patamares inferiores e reduz performance fees. A tecnologia segue como aliada na montagem de carteiras e na análise de dados, porém o diferencial competitivo recai sobre transparência, personalização e clareza na comunicação com o cliente.

O que fazer agora:

  • Priorizar cesta diversificada com exposição internacional e classes descorrelacionadas
  • Rever custos e preferir veículos eficientes como ETFs quando fizer sentido
  • Evitar concentração em narrativas com preços muito esticados
  • Valorizar governança, geração de caixa e qualidade de balanço nas empresas escolhidas
  • Manter processo disciplinado de rebalanceamento e preservação de capital

O investidor deve priorizar previsibilidade ou oportunidade

A resposta proposta pelo entrevistado combina as duas dimensões. Em primeiro lugar, preservar. Em segundo lugar, buscar assimetrias com risco controlado. A carteira sólida nasce do equilíbrio entre previsibilidade de fluxos e oportunidades bem avaliadas. Enquanto isso, a educação financeira ganha espaço entre os mais jovens, o que reforça a tendência de longo prazo para a base de investidores no país.

Conde acredita que o especialista terá mais valor do que o generalista. O mercado premia quem aprofunda setores, entende riscos específicos e comunica com clareza. Opiniões fora do consenso, bem fundamentadas, serão diferenciais em um ambiente de dados abundantes e relatórios padronizados. A comunicação multicanal com responsabilidade é parte do serviço e sustenta a confiança do investidor.

A trajetória desejável envolve responsabilidade fiscal e reformas que reequilibrem incentivos da poupança de longo prazo. Caso a taxa nominal convergisse para patamares de oito a nove e a inflação ancorasse próxima de quatro, a economia teria um novo normal mais favorável ao investimento. Até lá, disciplina e paciência continuam essenciais para atravessar um ciclo que recompensa eficiência e gestão de riscos.

Com 21 arcos de concreto e 380 metros de extensão, o viaduto de 1901 na Escócia tornou-se o maior ícone ferroviário mundial e cenário cinematográfico

O fim do tijolo quebrado e do reboco grosso: Sistema Arxx utiliza conectores exclusivos e encaixe “macho-fêmea” para entregar paredes milimetricamente alinhadas, com desperdício zero e isolamento térmico superior

Macron: Europa precisará criar “regras de coexistência” com a Rússia após guerra na Ucrânia

Com um vão livre de 74 metros sustentado por pilares vermelhos, o MASP de 1968 tornou-se o maior símbolo da arquitetura moderna e da arte em São Paulo

Ibovespa fecha semana em alta apesar de realização de lucros no fim dos pregões

Cobre e níquel ganham protagonismo e apontam nova direção estratégica da Vale

COPYRIGHT © 2025 BM&C NEWS. TODO OS DIREITOS RESERVADOS.

Bem-vindo!

Faça login na conta

Lembrar senha

Retrieve your password

Insira os detalhes para redefinir a senha

Conectar

Adicionar nova lista de reprodução

Sem resultado
Veja todos os resultados
  • AO VIVO 🔴
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA

COPYRIGHT © 2025 BM&C NEWS. TODO OS DIREITOS RESERVADOS.