BM&C NEWS
  • AO VIVO 🔴
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • COLUNA
  • Brazilian Week 2026
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • AO VIVO 🔴
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • COLUNA
  • Brazilian Week 2026
Sem resultado
Veja todos os resultados
BM&C NEWS
Sem resultado
Veja todos os resultados

Mercado em cautela de olho em Vale, WEG e Romi

Renata Nunes Por Renata Nunes
22/10/2025
Em Bolsa de Valores, MERCADOS

O mercado inicia a quarta-feira (22), em clima de cautela, com bolsas internacionais sem direção clara e investidores digerindo balanços e notícias corporativas relevantes. A decepção com os números da Netflix adiciona um viés de prudência, enquanto no Brasil o noticiário de empresas traz sinais mistos. Além disso, declarações no campo fiscal mantêm o investidor atento à trajetória de receitas e despesas do governo, elemento que segue no radar do mercado.

Nesse sentido, a produção em alta da Vale ganha destaque e ajuda a ancorar o humor doméstico, ainda que preços de realização possam limitar o entusiasmo no curto prazo. Por outro lado, companhias industriais como Romi e WEG reforçam a leitura de execução sólida em setores selecionados, com margens resilientes e carteira de pedidos consistente. Enquanto isso, mudanças de gestão e decisões regulatórias adicionam pontos de atenção setorial para Sanepar e JSL.

Vale, Romi e WEG são destaques no mercado

A Vale registrou produção de 94,4 milhões de toneladas no trimestre, o maior nível em sete anos, com novo recorde no S11D em Canaã dos Carajás e avanços operacionais no Sistema Sudeste. Além disso, as vendas subiram 5% em relação ao ano anterior, apoiadas por melhor realização de preços e prêmios em finos de minério. Por outro lado, a menor expectativa para preços de curto prazo pode levar o mercado a revisões pontuais para os próximos meses, o que tende a produzir leitura neutra no balanço de riscos.

Marco Saravalle, CIO da MSX Invest, avaliou que o resultado mostra resiliência operacional, mas o mercado deve observar com cautela o comportamento dos preços realizados. O recorde de produção no S11D e o avanço em outros projetos reforçam a eficiência da companhia, porém a queda nas cotações do minério pode limitar ganhos no curto prazo. “A produção surpreende positivamente, mas o investidor precisa considerar o efeito preço para projetar o lucro do quarto trimestre”, destacou.

Já a Romi apresentou trimestre sólido com impulso da unidade de Máquinas B+W, que tem expandido receitas e elevou a carteira consolidada. A entrada de pedidos somou R$ 388,5 milhões, avanço de 16,7% na comparação anual, enquanto a carteira total atingiu R$ 895,3 milhões. Além disso, a receita da B+W alcançou R$ 99,6 milhões, com forte crescimento anual e a margem operacional ajustada consolidada avançou 2,4 pontos percentuais frente ao período do ano anterior. O especialista observou que a companhia segue entregando crescimento sustentável e melhoria de rentabilidade, com destaque para a unidade de Máquinas B+W. Ele apontou que a diversificação geográfica e a expansão de margens consolidam a tese de longo prazo. “A Romi vem mostrando execução exemplar e consolida um novo patamar de rentabilidade, especialmente com o fortalecimento das operações internacionais”, concluiu.

Na WEG, os números vieram consistentes, porém com ritmo de crescimento mais moderado. O desempenho no Brasil foi amparado por projetos de Transmissão e Distribuição e pela melhora na demanda de motores comerciais e de appliance. Por outro lado, segmentos de geração eólica e solar seguem mais fracos, sem novos projetos relevantes no horizonte de curto prazo. Mesmo assim, a companhia preserva margens operacionais saudáveis graças à eficiência e à diversificação, o que mantém a tese defensiva atrativa no setor industrial.

Temporada de balanços: WEG mostra fôlego e mantém margens firmes

O que muda para o investidor no curto prazo?

Para o investidor, a combinação de produção forte na mineração, execução industrial seletiva e ruídos fiscais pede carteira disciplinada e sensível a preços. Além disso, mudanças de gestão podem ampliar volatilidade em nomes específicos, exigindo monitoramento da comunicação corporativa e do plano estratégico. Enquanto isso, decisões regulatórias no saneamento e no utilidades devem seguir no radar, com impacto potencial sobre previsibilidade de fluxo de caixa.

Saneamento, logística e varejo em movimento

A Agepar suspendeu de forma provisória a regra de compartilhamento de ganhos fiscais da Sanepar, decisão que atende solicitação do Tribunal de Contas do Paraná e aguarda análise técnica. Nesse sentido, a medida reduz incertezas de curto prazo e pode ser vista como positiva para a companhia. Na logística, a JSL nomeou Guilherme Sampaio como CEO interino a partir de janeiro, acumulando também CFO e RI, o que tende a manter foco em execução, embora o mercado costume precificar períodos de transição com maior prudência.

No varejo, a Americanas fechou nove lojas em setembro e encerrou o mês com 1.551 unidades. Além disso, o movimento segue alinhado ao plano de transformação e eficiência, com ajustes de malha e eventuais aberturas pontuais. No agronegócio, a 3tentos criou diretoria de governança, riscos e compliance sob comando de Karine Olczevski, reforçando controles e estrutura de conformidade, um vetor que o mercado valoriza em ciclos de expansão.

Proventos e tech em destaque no mercado

No campo de proventos, o conselho da Valid aprovou a distribuição de juros sobre capital próprio de R$ 78,291 milhões, equivalentes a R$ 1,00 real por ação. Terão direito os acionistas posicionados em 28 de novembro e as ações serão negociadas ex-JCP a partir de 1º de dezembro. Além disso, o cronograma de pagamento será informado pela diretoria após estudos internos, ponto que os investidores costumam acompanhar para planejamento de caixa.

Na tecnologia, a Netflix reportou lucro líquido de US$ 2,54 bilhões, com lucro por ação abaixo das expectativas, refletindo o efeito de uma despesa de US$ 619 milhões, relacionada a disputa fiscal no Brasil. Por outro lado, a empresa indicou que sem esse impacto a margem operacional teria superado a projeção informada anteriormente. Ainda assim, as ações recuaram no after market, e o mercado tende a recalibrar as estimativas de curto prazo.

Leia Mais

IBOVESPA

Ibovespa sobe 0,72% e tenta recuperar perdas após tombo da véspera

15 de maio de 2026
preços dos combustíveis

Diesel, importação e abastecimento: a conta por trás do preço na bomba

14 de maio de 2026

Fiscal e agenda repercutem no mercado

No âmbito doméstico, o ministro da Fazenda confirmou o fatiamento da MP 1303 e a apresentação de dois projetos de lei voltados a revisão de despesas e aumento de arrecadação. Entre as medidas comunicadas estão elevação da CSLL para fintechs, limitação de compensações tributárias e retorno parcial do IOF, além de taxação de apostas com estimativa de receita para o próximo ano. Além disso, houve menção a corte de emendas parlamentares acima de R$ 7 bilhões, o que preserva a intenção de entregar superávit em 2026 segundo a equipe econômica.

Destaques do mercado

  • Produção da Vale e dinâmica de preços de minério no curto prazo
  • Evolução de margens em Romi e WEG em meio a demanda industrial seletiva
  • Decisão da Agepar e próximos passos para Sanepar
  • Transição de comando na JSL e comunicação de estratégia
  • Pagamento e datas de corte do JCP da Valid
  • Reação do mercado ao balanço da Netflix e possíveis revisões de consenso
  • Tramitação das medidas fiscais e impacto sobre prêmio de risco

O mercado opera entre sinais de resiliência microeconômica e cautela macro. Além disso, a temporada de resultados segue como catalisador importante para diferenciação setorial e seleção de ativos, enquanto o quadro fiscal permanece como variável sensível para preço de ativos domésticos. Para o investidor, manter foco em qualidade de balanço, geração de caixa e previsibilidade de margens continua sendo a estratégia mais indicada neste momento.

Operação Sem Refino mira Refit e bloqueia R$ 52 bilhões em ativos

O barco voador que flutua, decola sobre hidrofólios e promete levar 12 passageiros acima das ondas sem combustível fóssil

Com 21 bilhões de toneladas de nódulos no Pacífico, robôs gigantes avançam no fundo do oceano para abastecer carros elétricos

Com formato circular sobre a areia e 170 apartamentos, o hotel de 1971 virou o cartão-postal mais icônico de João Pessoa

Com 2.255 metros de altitude, a rodovia nas Filipinas corta precipícios e neblina sendo a segunda rota mais alta e arriscada do país

Com capacidade para 23 mil torcedores e 28 camarotes luxuosos, a arena em Budapeste virou a casa oficial do Ferencváros

Quem somos

A BM&C News é um canal multiplataforma especializado em economia, mercado financeiro, política e negócios. Produz conteúdo jornalístico ao vivo e sob demanda para TV, YouTube e portal digital, com foco em investidores e executivos.

São Paulo – Brasil

Onde assistir

Claro TV+ – canal 547
Vivo TV+ – canal 579
Oi TV – canal 172
Samsung TV Plus – canal 2053
Pluto TV

Contato

Redação:
[email protected]

Comercial:
[email protected]

Anuncie na BM&C News

A BM&C News conecta marcas a milhões de investidores através de TV, YouTube e plataformas digitais.

COPYRIGHT © 2026 BM&C News. Todos os direitos reservados.

Bem-vindo!

Faça login na conta

Lembrar senha

Retrieve your password

Insira os detalhes para redefinir a senha

Conectar

Adicionar nova lista de reprodução

Sem resultado
Veja todos os resultados
  • AO VIVO 🔴
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • COLUNA
  • Brazilian Week 2026

COPYRIGHT © 2026 BM&C News. Todos os direitos reservados.