BM&C NEWS
  • AO VIVO 🔴
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA
  • COLUNA
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • AO VIVO 🔴
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA
  • COLUNA
Sem resultado
Veja todos os resultados
BM&C NEWS
Sem resultado
Veja todos os resultados

Geopolítica em foco: Painel BM&C discute escalada da tensão EUA-China

Redação BM&C News Por Redação BM&C News
15/10/2025
Em Análises, Entrevista, Exclusivas, Exclusivo, INTERNACIONAL, Mundo, PAINEL BM&C

Durante anos o mundo associou pressão inflacionária ao petróleo e à oscilação do barril. Depois da pandemia, o frete entrou no radar como vetor de preços, mas foi tratado como acidente de percurso ligado ao caos logístico. O cenário atual é distinto e ganhou foco no Painel BM&C, apresentado por Paula Moraes, com Bruno Musa, Roberto Dumas e o convidado especial Alexandre Espírito Santo, que apontaram uma nova etapa em que logística e insumos estratégicos passam a compor um mecanismo deliberado de poder.

A China anunciou taxas especiais sobre navios norte-americanos e, ao mesmo tempo, restringiu licenças de exportação de terras raras, componentes críticos para turbinas, semicondutores, carros elétricos, mísseis e inteligência artificial. Além disso, os navios construídos na indústria naval chinesa ficam isentos, o que sugere incentivo à adesão de armadores e operadores à sua cadeia. Nesse sentido, a mesa avaliou que o tabuleiro deixou de ser apenas comercial para se tornar geoeconômico.

Geopolítica: estamos diante de uma guerra econômica?

Para Roberto Dumas, há um choque entre bravata e estratégia. Por um lado, tarifas anunciadas em percentuais elevados nos Estados Unidos sinalizam endurecimento retórico. Por outro lado, Pequim reage com medidas que reconfiguram incentivos no comércio marítimo e nos minerais críticos. Enquanto isso, os efeitos práticos recaem sobre cadeias de produção e custos de transporte, importando inflação para economias já pressionadas e elevando a volatilidade dos ativos.

Bruno Musa argumentou que a dinâmica atual se aproxima de um perde-perde. A disputa testa resiliência de potências que possuem naturezas políticas diferentes. Além disso, o peso das cadeias críticas dá à China instrumentos de barganha relevantes. Ainda assim, o Painel ponderou que negociações tendem a buscar algum reequilíbrio tático após movimentos mais duros, o que não elimina riscos de novas rodadas de medidas.

Alexandre Espírito Santo conectou o conflito ao pano de fundo monetário. Na visão dele, o ambiente global permanece marcado por inflação acima das metas e juros em patamares elevados, cenário frequentemente descrito como higher for longer. Por outro lado, cortes de juros iniciados sem convicção clara podem corroer credibilidade e reativar pressões de preços, especialmente se políticas fiscais seguirem expansionistas.

Frete, minerais e preços ao consumidor

Os convidados destacaram que a combinação de encarecimento do frete e restrições a insumos estratégicos tende a pressionar a produção de bens intensivos em tecnologia. Além disso, setores como automotivo, aeroespacial e de energia podem enfrentar custos maiores e prazos mais longos. Enquanto isso, empresas e governos revisitam estoques, fontes alternativas e contratos de fornecimento, o que realimenta o ciclo de custos num horizonte mais longo.

  • Logística mais cara amplia o preço final de bens transacionados
  • Regras para exportação de minerais críticos afetam semicondutores e energia limpa
  • Volatilidade aumenta o prêmio de risco e renumera estoques estratégicos

Além disso, o Painel também lembrou que choques simultâneos em logística e insumos têm efeito cumulativo. Nesse sentido, medidas defensivas de curto prazo das empresas podem se transformar em decisões estruturais, como realocação de plantas e diversificação de fornecedores, o que redesenha fluxos de comércio.

Liquidez, ouro e a busca por porto seguro

Dumas e Espírito Santo chamaram atenção para a liquidez ainda abundante nos mercados. Por outro lado, a composição de reservas e a preferência por ativos reais voltaram à pauta. O ouro foi citado como instrumento de diversificação em ambientes de incerteza prolongada. Enquanto isso, a correlação entre classes de ativos mostra sinais de instabilidade, exigindo leitura cuidadosa de portfólios diante de choques geopolíticos e fiscais.

O debate também abordou criptoativos e moedas e a aparente contradição entre a crítica ao dólar e seu uso como denominação de referência para a precificação global. Nesse sentido, os convidados observaram que não surgiu uma alternativa plenamente funcional para substituir o papel do dólar na liquidez internacional, o que mantém a moeda no centro do sistema, mesmo sob questionamentos.

Como a geopolítica toca o Brasil e os mercados

No plano doméstico, a mesa relacionou geopolítica e preços com o nosso regime de metas de inflação. Enquanto o câmbio mais apreciado ajuda a segurar componentes sensíveis como alimentos e bens industriais, o quadro pode se reverter se a disputa global elevar custos de importados e reduzir apetite por risco. Além disso, a combinação de incerteza externa e dúvidas fiscais internas tende a ampliar prêmios exigidos por investidores.

Leia Mais

Foto: Canva

Tensão no Estreito de Ormuz amplia risco para petróleo e juros globais

5 de maio de 2026
A construção de recifes navalizados e a tensão geopolítica asiática

Engolindo corais e cuspindo montanhas de areia, a engenharia naval extrema da China ergue bases militares do nada em águas profundas e redesenha à força o mapa geopolítico do planeta

3 de maio de 2026

Os participantes lembraram que a ancoragem de expectativas depende de coerência entre política monetária e fiscal. Nesse sentido, ajustes parciais ou medidas parafiscais que mantêm a demanda aquecida podem postergar a desinflação e adiar cortes sustentáveis de juros. Por outro lado, a consolidação fiscal com sinais críveis reduziria a sensibilidade do país a choques de oferta importados e a oscilações de fluxo.

Para o investidor, o recado foi pragmático. Além disso, diversificação entre ativos reais e financeiros, gestão ativa de prazos e atenção a cadeias sensíveis a frete e minerais críticos tornam-se centrais. Enquanto isso, a leitura de riscos deve incluir a possibilidade de episódios de volatilidade aguda, mesmo em janelas de aparente calmaria nos índices.

Qual é a principal lição para a próxima fase

O Painel BM&C convergiu na ideia de que logística e insumos estratégicos se tornaram instrumentos explícitos de dissuasão econômica. Nesse sentido, a fronteira entre comércio e geopolítica ficou mais tênue, e o preço do frete, das terras raras e do capital passou a refletir disputas de poder. Por outro lado, o equilíbrio macro exige disciplina fiscal e monetária para amortecer choques e preservar credibilidade, condição sem a qual o custo de financiamento sobe e a inflação volta a ganhar tração.

No curto prazo, o investidor precisará navegar um ambiente de incerteza com foco em qualidade e resiliência. Além disso, empresas expostas a cadeias globais devem revisar mapas de risco, fornecedores e contratos. Enquanto isso, governos serão testados na capacidade de coordenar políticas que evitem a armadilha de choques sequenciais e da dominância fiscal. A política econômica que melhor combinar previsibilidade com flexibilidade terá vantagem quando a maré da geopolítica mudar novamente.

O que acontece com os ônibus urbanos quando eles saem de circulação após 10 anos de uso?

Com 90 mil lugares e um arco de 134 metros, o estádio londrino surge como o maior estádio do Reino Unido e um marco da engenharia moderna

Pesquisadores mapeiam enorme estrutura de cristal no fundo do Oceano Índico que desafia teorias conhecidas da geologia marinha

Estudo revela as rotas de um barco romano afundado há 2.200 anos

Com sua torre de 50 metros e talha dourada de 1710, a igreja barroca de Recife surge como a torre religiosa mais alta do período colonial no Brasil

Ibovespa sobe e volta aos 186 mil pontos

Quem somos

A BM&C News é um canal multiplataforma especializado em economia, mercado financeiro, política e negócios. Produz conteúdo jornalístico ao vivo e sob demanda para TV, YouTube e portal digital, com foco em investidores e executivos.

São Paulo – Brasil

Onde assistir

Claro TV+ – canal 547
Vivo TV+ – canal 579
Oi TV – canal 172
Samsung TV Plus – canal 2053
Pluto TV

Contato

Redação:
[email protected]

Comercial:
[email protected]

Anuncie na BM&C News

A BM&C News conecta marcas a milhões de investidores através de TV, YouTube e plataformas digitais.

COPYRIGHT © 2026 BM&C News. Todos os direitos reservados.

Bem-vindo!

Faça login na conta

Lembrar senha

Retrieve your password

Insira os detalhes para redefinir a senha

Conectar

Adicionar nova lista de reprodução

Sem resultado
Veja todos os resultados
  • AO VIVO 🔴
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA
  • COLUNA

COPYRIGHT © 2026 BM&C News. Todos os direitos reservados.