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Tarifaço: não era o fim do mundo

Aluizio Falcão Filho Por Aluizio Falcão Filho
08/10/2025
Em OPINIÃO, POLÍTICA

No mês de julho, quando foi anunciado o tarifaço contra produtos do Brasil exportados aos Estados Unidos, as previsões sobre o futuro da economia brasileira ficaram sombrias, pois ninguém tinha uma ideia clara do que poderia acontecer. Havia, no entanto, um consenso: estava aberta uma temporada difícil para os exportadores nacionais. Os economistas previam uma queda significativa de vendas aos EUA e, por consequência, uma diminuição impactante no saldo de nossa balança comercial.

As estatísticas divulgadas pelo governo em relação ao mês de setembro, no entanto, mostram que – pelo segundo mês consecutivo – os empresários brasileiros responderam às medidas americanas com inteligência e agilidade. As exportações do mês passado bateram recorde histórico, somando US$ 30,5 bilhões, um salto de 7,2% frente ao mesmo período de 2024.

Houve, é verdade, uma queda de 20,3% nas exportações para o mercado americano em setembro, como resultado direto das novas tarifas. Produtos como carne bovina, ferro gusa e café torrado despencaram nas vendas aos Estados Unidos. Mas o que se viu em seguida ao tarifaço foi uma reação que poucos analistas ousaram prever: o setor exportador brasileiro se reinventou em tempo recorde.

A diversificação de mercados foi o grande trunfo. A América do Sul absorveu 29% a mais em produtos brasileiros, com destaque para a Argentina, que sozinha comprou US$ 1,8 bilhão em setembro. Já o eixo China-Hong Kong-Macau, que já liderava nossa pauta exportadora, cresceu 37,6%, representando quase metade de tudo que o Brasil vendeu ao mundo no mês. A agropecuária, como era de se esperar, puxou a alta de 18% nestas vendas.

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Outro movimento brilhante — e pouco comentado — foi o redirecionamento via reexportação. Frigoríficos brasileiros ampliaram embarques para países como México, Uruguai e Canadá, que, por sua vez, aumentaram suas próprias vendas aos EUA. A Colômbia, por exemplo, comprou 461% a mais de café brasileiro em setembro, e parte relevante desse volume acabou cruzando a fronteira americana, contornando as tarifas de forma engenhosa.

Mesmo com a importação pontual de uma plataforma petrolífera de US$ 2,4 bilhões, que reduziu o saldo comercial do mês, o valor absoluto das exportações continua sendo o maior já registrado para um setembro. E o superávit acumulado no ano permanece robusto: US$ 45,5 bilhões.

A carne bovina também encontrou novos destinos no Chile, Rússia e Oriente Médio. México e Canadá agora figuram entre os cinco maiores compradores da proteína brasileira. E o café, graças à Colômbia (o terceiro maior produtor mundial, atrás do Brasil), evitou uma queda mais acentuada.

As conversas abertas na segunda-feira entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump podem representar um ponto de inflexão nesse quadro. A retomada do diálogo direto entre os dois líderes, após semanas de tensão comercial, abre espaço para negociações bilaterais que podem aliviar o impacto das tarifas e reestabelecer canais de cooperação. Se bem conduzidas, essas tratativas têm potencial para reverter parte das perdas e fortalecer o papel do Brasil como parceiro estratégico dos EUA — não apenas no agronegócio, mas também em segmentos industriais e energéticos.

O que se desenha, portanto, é um cenário de reposicionamento. Os empresários nacionais mostraram que sabem jogar o jogo do comércio global com flexibilidade, inteligência e velocidade: encontraram rotas alternativas, fortaleceram parcerias regionais e reafirmaram seu papel como fornecedor estratégico de alimentos e commodities. O mundo pode até tentar impor obstáculos. Mas o setor produtivo brasileiro, quando provocado, responde com talento e excelência.

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