BM&C NEWS
  • AO VIVO 🔴
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA
  • COLUNA
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • AO VIVO 🔴
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA
  • COLUNA
Sem resultado
Veja todos os resultados
BM&C NEWS
Sem resultado
Veja todos os resultados

Medo ou entusiasmo? Como diferentes gerações reagem à IA nas empresas

Renata Nunes Por Renata Nunes
24/08/2025
Em Empresas, EMPRESAS E NEGÓCIOS, Inovação, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO

A chegada da inteligência artificial (IA) ao ambiente corporativo tem provocado reações distintas entre gerações. Enquanto os millennials demonstram entusiasmo e abertura para adotar a tecnologia, a geração Z tende a ser mais cautelosa, receosa de que as funções iniciais de carreira sejam as mais ameaçadas pela automação.

De acordo com o psicanalista e mentor Junior Silva, a diferença de postura tem origem no contexto emocional e social de cada geração. “Os millennials já atravessaram várias revoluções tecnológicas e aprenderam que adaptação rápida é sinônimo de sobrevivência e crescimento. Já a geração Z está entrando num mercado onde justamente as funções de entrada, aquelas que dão o primeiro passo na carreira, são as mais ameaçadas pela automação. Isso aciona mecanismos de defesa: insegurança, medo e resistência”, explica.

Como as empresas podem equilibrar essas diferenças?

Nesse sentido, as organizações enfrentam o desafio de unir forças em vez de separar perfis geracionais. Silva que uma estratégia eficiente é promover programas de mentoria cruzada, em que o millennial assume a liderança de projetos-piloto envolvendo IA, e o Gen Z participa como aprendiz ativo. “Isso gera confiança, reduz resistência e cria um ambiente onde a experiência ensina a ousadia, e a prudência garante segurança”, afirma o especialista.

Além disso, esse formato colabora para que a inovação seja construída sobre uma base emocional sólida. A interação entre gerações transforma a divergência inicial em complementaridade, permitindo que a tecnologia avance sem comprometer a sensação de pertencimento e relevância no ambiente de trabalho.

Qual é o papel da confiança na produtividade?

Segundo Junior Silva, a confiança funciona como combustível emocional nas equipes. Quando os colaboradores acreditam que a ferramenta é confiável, a integração flui, os processos são delegados com mais tranquilidade e os resultados surgem com rapidez. Por outro lado, a ausência de confiança ativa o chamado “modo defesa”: retrabalho, excesso de conferência e quebra da colaboração. “Já vi empresas com a mesma tecnologia terem resultados completamente diferentes apenas por causa do nível de confiança das pessoas”, observa o psicanalista.

Enquanto isso, a clareza sobre o uso da IA desempenha papel essencial. Comunicar o que será automatizado e o que continuará humano é uma das formas de reduzir receios, preservar o engajamento e evitar a sensação de que a tecnologia roubará o prazer das tarefas mais valorizadas pelos funcionários.

Que estratégias ajudam a reduzir o medo da substituição pela IA?

O receio de que a IA substitua as funções mais prazerosas do trabalho é uma das principais barreiras emocionais apontadas por Silva. Para reverter essa percepção, ele sugere três passos práticos:

  • Oferecer clareza: explicar de forma objetiva o que será automatizado e o que permanecerá sob responsabilidade humana;
  • Preservar atividades de maior significado: manter aquelas que dão sentido e prazer ao colaborador;
  • Criar ambientes de teste sem pressão: permitir que os profissionais experimentem a IA de forma lúdica e controlada, compreendendo seu papel de apoio.

Ao adotar essas medidas, as empresas ajudam a transformar a IA em uma aliada, e não em uma ameaça, fortalecendo a sensação de controle e diminuindo resistências internas.

Como as métricas de sucesso impactam o engajamento?

Outro ponto central está na definição de objetivos claros. “Quando a mente não sabe qual é o placar que está jogando, entra em estado de frustração ou apatia”, explica Silva. Sem referências de desempenho, o colaborador não compreende se está avançando ou não, e o cérebro humano tende a se proteger evitando se expor, o que compromete o engajamento.

Para evitar esse efeito, práticas de gestão mais transparentes podem fazer a diferença. “Estabelecer o que é considerado bom, ótimo e excelente em cada função, acompanhado de exemplos claros, contribui para alinhar expectativas“, destaca o mentor. Além disso, realizar check-ins semanais permite não apenas monitorar entregas, mas também remover obstáculos e reconhecer avanços concretos. “O reconhecimento verdadeiro ocorre quando o líder enxerga o valor real do que foi entregue, não apenas o esforço dedicado“, conclui.

Leia Mais

Latam

Se aprovarem fim da escala 6×1 o Brasil não terá mais voos com o exterior, diz CEO da LATAM

5 de maio de 2026

Dólar atinge R$ 4,90: o que esperar do câmbio em maio?

5 de maio de 2026

A insegurança da geração Z pode afetar sua criatividade?

Sim, e de maneira significativa. O especialista explica que a insegurança ativa regiões do cérebro ligadas à autopreservação, reduzindo a capacidade criativa. “Ninguém cria no estado de medo. A performance cai porque a energia mental é direcionada para se proteger e não para inovar”, aponta Silva.

Por outro lado, quando as lideranças investem em segurança psicológica, o cenário muda. Transparência na comunicação, treinamentos direcionados às funções reais do colaborador e reforço constante de que o valor humano vai além do que qualquer tecnologia pode entregar são elementos que restauram a confiança. “Segurança psicológica nasce da clareza e da previsibilidade que o líder consegue transmitir”, resume o psicanalista.

O que esperar do futuro da IA no ambiente de trabalho?

A visão de Junior Silva é de que a IA não substituirá o ser humano, mas transformará a forma como ele atua. Nesse contexto, as empresas que conseguirem unir a ousadia dos millennials à prudência da geração Z estarão mais bem posicionadas para inovar. “O que trava o mercado não é a tecnologia em si, mas a falta de um ambiente regulatório e emocional adaptado”, afirma.

Em conclusão, a chave para o equilíbrio está em compreender que a tecnologia é apenas uma parte da equação. O fator humano, com suas emoções, medos e expectativas, permanece central. Ao alinhar clareza, confiança e reconhecimento, as organizações podem não apenas reduzir resistências, mas também abrir espaço para um ambiente de inovação saudável e sustentável.

O novo ônibus elétrico da BYD que roda mais de mil quilômetros com apenas uma carga

Fundada em 1727 como Arraial de Sant’Anna: a antiga capital goiana é a única cidade bandeirante íntegra do Brasil

O que acontece com os ônibus urbanos quando eles saem de circulação após 10 anos de uso?

Com 90 mil lugares e um arco de 134 metros, o estádio londrino surge como o maior estádio do Reino Unido e um marco da engenharia moderna

Pesquisadores mapeiam enorme estrutura de cristal no fundo do Oceano Índico que desafia teorias conhecidas da geologia marinha

Estudo revela as rotas de um barco romano afundado há 2.200 anos

Quem somos

A BM&C News é um canal multiplataforma especializado em economia, mercado financeiro, política e negócios. Produz conteúdo jornalístico ao vivo e sob demanda para TV, YouTube e portal digital, com foco em investidores e executivos.

São Paulo – Brasil

Onde assistir

Claro TV+ – canal 547
Vivo TV+ – canal 579
Oi TV – canal 172
Samsung TV Plus – canal 2053
Pluto TV

Contato

Redação:
[email protected]

Comercial:
[email protected]

Anuncie na BM&C News

A BM&C News conecta marcas a milhões de investidores através de TV, YouTube e plataformas digitais.

COPYRIGHT © 2026 BM&C News. Todos os direitos reservados.

Bem-vindo!

Faça login na conta

Lembrar senha

Retrieve your password

Insira os detalhes para redefinir a senha

Conectar

Adicionar nova lista de reprodução

Sem resultado
Veja todos os resultados
  • AO VIVO 🔴
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA
  • COLUNA

COPYRIGHT © 2026 BM&C News. Todos os direitos reservados.