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Fed mantém juros e analistas destacam cautela com inflação e tarifas

Renata Nunes Por Renata Nunes
31/07/2025
Em Análises, ECONOMIA, INTERNACIONAL, MERCADOS, Mundo, Política Internacional

O Federal Reserve decidiu, mais uma vez, manter a taxa de juros no intervalo de 4,25% a 4,50%, conforme já era amplamente esperado pelo mercado. No entanto, a reunião mais recente trouxe novos elementos para a interpretação dos rumos da política monetária dos Estados Unidos.

A grande novidade foi a presença de duas dissidências formais, algo que não ocorria desde 1993. Os diretores Christopher Waller e Michelle Bowman votaram a favor de um corte de 0,25 ponto percentual, o que, segundo analistas, sinaliza um aumento da pressão interna por afrouxamento monetário. Apesar disso, o presidente do Fed, Jerome Powell, evitou qualquer compromisso com decisões futuras.

O que dizem os especialistas sobre a decisão do Fed?

Para Andressa Durão, economista do ASA, a manutenção dos juros era esperada, mas o comunicado apresentou mudanças relevantes. A avaliação da atividade econômica passou de “sólida” para “moderada”, enquanto Powell voltou a destacar a necessidade de manter a política monetária apertada, com a inflação ainda acima da meta e o mercado de trabalho equilibrado. Segundo ela, “um corte em setembro não está descartado, mas exigiria uma deterioração do mercado de trabalho”.

Durão também chamou atenção para a postura de Powell em relação às tarifas comerciais, que voltaram a ser consideradas um risco de impacto inflacionário mais persistente. “O presidente destacou que os preços ao consumidor já começaram a refletir o repasse tarifário, e que novos efeitos são esperados”, afirmou.

Na visão de Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, a reunião trouxe um sinal político importante com os votos dissidentes de dois indicados por Donald Trump. Ainda assim, ele não vê interferência direta do governo na autonomia do Fed. “A principal incerteza gira em torno da sucessão de Powell, com o governo já sinalizando que pode antecipar a indicação de um novo nome até o fim de 2025”, avaliou.

Sung também destacou que a inflação voltou a acelerar. “O índice cheio subiu 0,3% em junho e acumula alta de 2,7% em 12 meses. Já o núcleo avançou para 2,9%”, disse. Com a inflação pressionada e o mercado de trabalho firme, Sung acredita que o primeiro corte de juros só deve ocorrer em dezembro, salvo piora significativa nos dados econômicos.

Postura do Fed frusta o mercado?

Para Otávio Araújo, consultor da ZERO Markets Brasil, a postura do Fed reflete cautela diante de incertezas geopolíticas e impactos ainda incertos das tarifas comerciais. “A ausência de uma sinalização para setembro frustrou parte do mercado e reduziu apostas em cortes antes de dezembro”, apontou.

Segundo ele, Powell adotou um discurso firme ao reconhecer pressões de curto prazo sobre os preços, embora tenha classificado os efeitos das tarifas como incertos no longo prazo. “O Fed quer manter flexibilidade diante da complexidade do cenário atual”, disse.

Gustavo Cruz, estrategista-chefe da RB Investimentos, destacou o impacto do evento anual em Jackson Hole, previsto para antes da reunião de setembro. “Esse simpósio funciona como uma prévia das direções futuras do Fed. Não fazia sentido antecipar qualquer sinalização agora, pois as diretrizes devem ser debatidas lá”, explicou.

Para Cruz, a manutenção dos juros elevados ajuda a segurar a economia e conter a inflação, mas o mercado já começa a ajustar suas expectativas para cortes mais adiante. “No geral, sem surpresas”, concluiu.

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O que esperar da política monetária nos próximos meses?

Diante das análises dos especialistas, a mensagem do Fed nesta reunião foi de paciência e vigilância. Os próximos passos dependerão da evolução da inflação e do mercado de trabalho, além do impacto total das tarifas comerciais recém-impostas.

A expectativa majoritária é de que um corte de juros só ocorra se houver sinais mais evidentes de desaceleração econômica. Enquanto isso, o simpósio de Jackson Hole, que ocorrerá nas próximas semanas, deve ser o próximo grande evento a orientar o mercado sobre os rumos da política monetária norte-americana.

  • Taxa de juros atual: 4,25% a 4,50%
  • Inflação (último dado): 2,7% no acumulado de 12 meses
  • Expectativa de corte: A partir de dezembro, salvo piora econômica
  • Próxima reunião relevante: Simpósio de Jackson Hole

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