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Diretor-geral do Cecafé diz que tarifaço é grave para o setor e defende negociação

Agência DC News Por Agência DC News
11/07/2025
Em ECONOMIA

A imposição de uma tarifa de 50% sobre as exportações brasileiras para os Estados Unidos, anunciada na quarta-feira (9) pelo presidente Donald Trump, afeta principalmente a indústria extrativa e culturas do agronegócio, entre as quais se destaca o café. Trata-se de uma das principais commodities na relação comercial entre os dois países. Para o diretor-geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Marcos Matos, a decisão do líder norte-americano “é uma notícia muito dura para o país e nós temos que trabalhar numa agenda de negociação”.

Segundo dados do Comexstat, plataforma do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) os resultados das exportações de café para os Estados Unidos estão em alta. O café não torrado movimentou entre janeiro e junho de 2025 US$ 1,16 bilhão, alta de 38,8% ante aos US$ 841,7 milhões de um ano antes. No subgrupo dos cafés torrados, extratos, essências e concentrados de café, as exportações atingiram US$ 126,5 milhões, alta de 71,4% ante aos US$ 73,8 milhões do mesmo período de 2024.

Matos afirma que o café é o terceiro produto mais exportado para os EUA na pauta agropecuária, o equivalente a 5,8% do total enviado para o mercado americano. Em 2024, foram embarcadas 8 milhões de sacas, ou 30% do total importado pelos norte-americanos. Segundo levantamento da Cecafé, a cafeicultura movimenta 1,2% do PIB nos Estados Unidos (ou US$ 343 bilhões) e gera 2,2 milhões de empregos. “Para cada dólar que os Estados Unidos gastam importando cafés do Brasil, geram US$ 43 na economia americana”, disse Matos. “É um trabalho muito positivo nesse sentido. O Brasil tem que negociar.”

O representante disse que, no caso do Vietnã, principal concorrente do Brasil no mercado internacional, a tarifa imposta por Trump inicialmente era de 42% e, após negociação, ficou em 20%. Os produtos da Indonésia foram taxados em 32%; da Nicarágua, com 18%; e vários concorrentes do Brasil com 10%, assim como o próprio país até a quarta-feira (9). “Esse salto para 50% gera realmente uma grande preocupação”, afirmou Matos. “No início das discussões, o café era sinalizado com potencial para entrar numa lista de exceção.”

PREOCUPAÇÃO GLOBAL – A imposição das tarifas de Donald Trump também tem modificado a dinâmica do grão mundo afora. Segundo o Cepea, a cotação do Café nos contratos futuros na Bolsa de Nova Iorque (NYBOT) no dia 10 de junho revelam o temor do mercado. Para o mês de julho, a alta foi de 4,05%; para setembro +3,75% e para dezembro +3,05%. A cotação média diária do café arábica, o mais exportado, também é revelador. Havia tendência de queda ao longo de julho, em função da acomodação dos preços após o pico de avanço causado pela quebra de safra, problemas climáticos e demanda internacional. E isso mudou. Segundo o Cepea, no dia 10, a variação positiva foi de 2,13% interrompendo a tendência de baixa no preço da commoditie.

Os efeitos do tarifaço também têm deixado em estado de atenção os empresários que atuam nos Estados Unidos. Exemplo disso é Giuseppe Lavazza, presidente do Grupo Lavazza, que atua desde 1895 na importação de cafés pelo mundo para revender nos 80 países em que atua – inclusive nos Estados Unidos. Ao jornal Financial Times na quarta-feira, ele afirmou que as condições de negociações com o Brasil estavam boas – pelo menos até o tarifaço. Para ele, é invariável o impacto da tarifa no preço final aos consumidores. “O problema não é ter tarifas entre América e Europa”, disse. “O problema é ter tarifas entre EUA e Brasil; EUA e Vietnã; EUA e todos os países onde o café é produzido.”

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