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Opinião: “Um conflito não-religioso”

Marcus Vinícius de Freitas Por Marcus Vinícius de Freitas
26/12/2024
Em OPINIÃO

O conflito entre Israel e Palestina está, equivocadamente, associado, a uma guerra de caráter religioso, principalmente considerando que a disputa se dá por uma terra considerada sagrada para os seguidores do Judaísmo e Islamismo. No entanto, conforme aponta John Esposito, “o conflito Israel-Palestina não é primariamente religioso, mas sim uma questão de terras, autodeterminação e poder político”. Essa leitura religiosa do conflito mascara a verdadeira natureza da disputa, que é de caráter político, territorial e identitário. A religião serve mais como um pano de fundo cultural e simbólico, sendo instrumentalizada para angariar e mobilizar apoio, criar narrativas de pertencimento e, sempre que possível, recrutar adeptos religiosos para causas que são, em sua essência, seculares.

A questão do controle territorial e o direito de autodeterminação têm sido o cerne da disputa entre palestinos e israelenses desde 1948, quando da criação do Estado de Israel. A disputa territorial, particularmente pela Cisjordânia, Faixa de Gaza e Jerusalém Ocidental, tem sido o ponto central do conflito. Os dois lados reivindicam o direito de viver e governar essas áreas. Em torno disso, a luta visa solidificar soberania e reconhecimento, promovendo uma perspectiva nacionalista sobre a questão.

É importante recordar que, ao final do século XIX, quando surgiu o movimento sionista que, eventualmente, levou à criação do Estado de Israel, este possuía uma característica secular, no sentido de assegurar uma pátria ao povo judeu. O nacionalismo árabe, também em seu início, tinha um caráter secular, voltado, principalmente, para a resistência ao colonialismo e a busca pela autodeterminação. A religião não era o eixo central da disputa. À medida que a paz se tornava mais distante e a região mais turbulenta, o elemento religioso passou a ocupar um espaço crescente na narrativa de ambos os lados.

A instrumentalização da questão religiosa por grupos políticos e militantes não é exclusiva dessa região. O Ocidente, ao longo da história, observou a enorme quantidade de vezes em que religião e estado se confundiram. O mutualismo entre Estado e religião, portanto, tem se mostrado prejudicial à evolução social, muitas vezes resultando em exclusão e perseguição. Neste sentido, o desenvolvimento da ideia do estado laico constitui um dos grandes avanços da sociedade moderna.

Tanto em Israel como na Palestina, a religião tem sido utilizada por grupos políticos e militantes. A ascensão de grupos como o Hamas, de base islâmica, e o aumento da influência dos partidos religiosos em Israel têm contribuído à percepção equivocada de que o conflito é de caráter religioso. O elemento religião é utilizado como instrumento para justificar ações políticas e militares, com uma mobilização maior da população. A argumentação religiosa quanto à terra reivindicada, com base em textos religiosos, é usada para justificar a posse territorial e o controle político da população.

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A separação entre Estado e religião é crucial neste contexto. Uma paz duradoura em Israel e Palestina, além da coexistência pacífica de dois estados, como previsto desde a fundação de Israel, só será alcançada com a diluição da influência crescente dos líderes religiosos e dos partidos políticos que defendem agendas baseadas em interpretações religiosas. Questões políticas – particularmente território – não devem ser debatidas como questões morais e absolutas. Com essa perspectiva, qualquer compromisso político não deve ser visto como uma traição à fé.

A ideia de um “Grande Israel”, com territórios além das fronteiras de 1967, tem raízes religiosas que baseiam parte do discurso de alguns partidos políticos israelenses, o que impede avanços significativos nos acordos territoriais. Por outro lado, as ações do Hamas, justificadas pela jihad, também não permitem um compromisso efetivo para a solução das questões. O uso da religião tem legitimado a violência e impedido a resolução do conflito. Somente com uma perspectiva secular, não religiosa e não dogmática, será possível construir soluções efetivas que assegurem a paz e eliminem o ciclo de violência que assola a região há décadas.

Por fim, um dos grandes desafios reside na perspectiva escatológica de muitas religiões monoteístas – Cristianismo, Islamismo e Judaísmo – que antecipam um Juízo Final precedido de uma grande batalha naquela região. Enquanto essa visão persistir, o conflito sempre será associado a matizes religiosos que dificultam uma discussão racional e pragmática. A separação entre religião e Estado é, portanto, essencial para desarmar essas narrativas e alcançar uma paz duradoura na região.

É fundamental lembrar que as religiões, em sua essência, devem pregar a paz e a harmonia. Mahatma Gandhi, sabiamente, reconhecia que: “… todas as religiões são verdadeiras e todas têm algum erro. A religião é uma árvore com muitos ramos. Como ramos, as religiões são muitas, mas como uma árvore, a religião é só uma. Somente o diálogo entre elas pode levar à verdadeira compreensão”. É essencial que os líderes de ambos os lados rejeitem a instrumentalização da religião para fins políticos e militares, com ênfase na paz e harmonia coexistencial. Judeus, cristãos e muçulmanos em várias regiões do mundo já convivem pacificamente, provando que a paz é viável. A paz entre as religiões é, portanto, fundamental para a solução definitiva da situação. Afinal, como Gandhi enfatizou: “Deus não tem religião.”

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