O Ibovespa fechou em queda, nesta segunda-feira (20), acompanhando os principais mercados internacionais diante do avanço da variante Ômicron, da Covid-19.
O Ibovespa fechou em queda de 2,03%, cotado a 105.019,78 pontos.
O setor de viagem e turismo fechou em forte queda, com CVC (CVCB3) que caiu 8,76%, Azul (AZUL4) -3,58%, Embraer (EMBR3) -2,40% e Gol (GOLL4) -4,24%.
As preocupações com a variante Ômicron também afetaram a Vale (VALE3), que teve queda de 1,12%, CSN (CSNA3) -6,91%, Gerdau (GGBR4) -5,93%, Metalúrgica Gerdau (GOAU4) -5,48% e Usiminas (USIM5) -5,60%.
Já as ações da Petrobras (PETR3;PETR4) recuaram 1,92% e 2,86%, respectivamente, diante da queda dos preços do petróleo. Os papéis da PetroRio também registraram baixa de 5,86%
Apenas quatro empresas fecharam em alta na sessão desta segunda-feira: JBS (JBSS3) +1,43%, Eneva (ENEV3) +1,29%, Minerva (BEEF3) +1,21% e Braskem (BRKM5) +0,47%.
Confira os destaques desta segunda-feira:
Petrobras (PETR3;PETR4)
A Petrobras iniciará em janeiro junto a clientes testes com diesel coprocessado com óleos vegetais produzido na Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná, enquanto aguarda avanços na regulação brasileira que permitam a inserção de seu novo produto com teor renovável no mercado, disse o diretor da área de refino da empresa à Reuters.
Com duração de cerca de seis meses, os testes terão o objetivo de avaliar qualidade e performance do produto, e contarão com a participação de uma distribuidora e de uma frotista de ônibus, cujos nomes não foram revelados.
A petroleira já testou com sucesso o sistema de produção do chamado diesel renovável na Repar, em meados de 2020, mas a nova fase é importante para confirmar a efetividade do produto, que pode aumentar a mistura de conteúdo não fóssil no diesel comercializado no país, mas é tido como um concorrente pela indústria do biodiesel tradicional.
Em entrevista à Reuters, o diretor de Refino e Gás da petroleira, Rodrigo Costa, apontou que a iniciativa do diesel renovável visa acompanhar evoluções do mercado internacional, que caminham para a transição energética, e ainda adicionam valor à refinaria, que está à venda pela estatal.
Via (VIIA3)
A Via anunciou operações de alongamento de dívida que devem gerar uma preservação de caixa em 2022 da ordem de 1,5 bilhão de reais, segundo comunicado ao mercado.
A companhia afirmou que vai emitir notas comerciais no valor de 400 milhões de reais, cujos recursos serão usados para alongamento de saldo do mesmo montante de debêntures que têm vencimento em 23 de dezembro.
A empresa também alongou 1,1 bilhão de reais em dívida que tinha como vencimento original em julho de 2022, diz o comunicado de domingo à noite.
As operações alongam os vencimentos em 147 dias e reduzem o custo médio em 0,07 ponto percentual, para CDI mais 2,44% ao ano, informou a Via.
“Com isso, ao final de dezembro de 2021 cerca de 78% da dívida da Via terá vencimento no longo prazo comparado à 40% no final de 2020”, afirmou a empresa dona das bandeiras Casas Bahia e Ponto.
Eletrobras (ELET3;ELET6)
A data da audiência pública do processo de desestatização da Eletrobras foi alterada, passando do dia 22 de dezembro para 5 de janeiro, conforme aviso do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) publicado no Diário Oficial da União.
A informação foi publicada em comunicado da Eletrobras ao mercado nesta segunda-feira.
O governo manteve a previsão de realizar a capitalização da Eletrobras antes de junho de 2022, apoiado em decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) que permitiu a continuidade dos estudos para a privatização ainda que alguns ministros do TCU tenham feito ressalvas.
O TCU decidiu acatar o pedido de vistas do ministro Vital do Rêgo sobre o processo de privatização da Eletrobras, e a análise do caso ficará para 2022.
*Com Reuters
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