O Ibovespa opera instável nesta quinta (12), refletindo o otimismo que domina os mercados internacionais. Investidores avaliam aos dados econômicos dos EUA e a decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), que reduziu a taxa de juros em 0,60 pp para 3,65% ao ano, como esperado. Dessa forma, o cenário global segue influenciando o desempenho da bolsa brasileira.
Além disso, o avanço das commodities, como o petróleo e o minério de ferro, tem ajudado a manter o tom positivo no início dos negócios, enquanto o mercado interno também se movimenta em torno de importantes decisões políticas.
Às 10h20, o Ibovespa opera em queda de 0,35%, cotado aos 134.200,06 pontos.
Dados dos EUA
O Departamento do Trabalho dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira (12) que os novos pedidos de seguro-desemprego ficaram em 230 mil na semana encerrada em 7 de setembro. O número ficou dentro do das expectativas do mercado que esperava 228 mil pedidos.
Além disso, a inflação ao produtor (PPI) dos Estados Unidos registrou uma desaceleração anual para 1,7% em agosto, um dado que surpreendeu analistas e trouxe novas perspectivas para o mercado. De acordo com o Departamento do Trabalho, a variação mensal foi de 0,2%, ligeiramente acima da projeção de 0,1% esperada por economistas. Essa desaceleração é um indicativo importante para o controle inflacionário do país, refletindo diretamente na política monetária do Federal Reserve.
Commodities em alta impulsionam Ibovespa
O petróleo segue em alta pelo segundo dia consecutivo, impulsionado pelo impacto do furacão Francine na produção dos EUA, maior produtor global de petróleo. Esse movimento beneficia empresas ligadas ao setor de energia, influenciando positivamente o Ibovespa.
Além disso, o minério de ferro negociado na China teve forte alta, alcançando seu maior nível em mais de uma semana, puxado por uma demanda sazonal mais robusta. Esse movimento impacta diretamente empresas como a Vale, que é uma das gigantes brasileiras nesse mercado.
Mercado interno: Fim da desoneração e varejo acima do esperado
No cenário doméstico, a Câmara dos Deputados aprovou a transição para o fim da desoneração da folha de pagamento de empresas e municípios, mantendo o benefício até 2024. Essa decisão é acompanhada de perto pelos investidores, que estão atentos às possíveis repercussões econômicas dessa medida.
Além disso, os últimos dados do varejo surpreenderam positivamente o mercado, com números acima das expectativas dos analistas, trazendo mais otimismo para o desempenho da economia brasileira.
Dólar recua e bolsas internacionais operam em alta
O dólar comercial operava em leve baixa, cotado a R$ 5,645 para compra e R$ 5,646 para venda, enquanto o dólar futuro recuava 0,26%. No mercado externo, as principais bolsas da Europa e da Ásia também registram ganhos. Na Europa, a expectativa pela decisão do BCE manteve o otimismo, enquanto, na Ásia, o destaque ficou para o setor de tecnologia, que voltou a subir com o entusiasmo renovado pela inteligência artificial.

