Em uma entrevista recente ao programa BM&C News, o economista Vandyck Silveira discutiu as possíveis implicações econômicas e políticas da proposta do governo brasileiro de taxar previdência privada e herança. Conduzida pela apresentadora Paula Moraes, a entrevista abordou uma série de questões que podem afetar a classe média e a economia nacional como um todo.
Impactos na Classe Média e na Economia

Silveira destacou que o Brasil é um dos poucos países que ainda não taxa heranças da mesma forma que outras nações. Ele argumenta que, embora seja razoável implementar tal taxação, é crucial definir cuidadosamente os valores a serem cobrados para evitar a fuga de capitais. Segundo o economista, a classe média emergente é a mais afetada pelo sistema tributário atual, pagando altos impostos sobre bens de consumo essenciais, como alimentos e eletricidade.
Previdência Privada e Poupança
A proposta de taxar planos de previdência privada, como PGBL e VGBL, também foi um ponto de destaque. Silveira alertou que essa medida pode desincentivar a poupança e o investimento, agravando a situação já crítica do sistema previdenciário público. Ele ressaltou que o Brasil precisa urgentemente de uma reforma previdenciária, dado o déficit crescente e a taxa de natalidade em declínio.
Desafios Fiscais e Reformas Necessárias
O economista criticou a abordagem do governo de aumentar impostos sem considerar reformas administrativas para melhorar a eficiência dos gastos públicos. Ele argumentou que, além de taxar rendas e heranças, é essencial que o governo implemente medidas que incentivem o investimento e a poupança, evitando a evasão fiscal e promovendo um ambiente econômico mais saudável.
Popularidade do Governo e Crescimento Econômico
Apesar do crescimento econômico e da redução do desemprego, Silveira apontou que a popularidade do governo Lula está em queda devido à percepção pública de que o aumento de impostos é constante. Ele destacou que o crescimento econômico atual tem sido impulsionado pelo consumo e transferências de renda, e não por investimentos estruturais, o que não melhora significativamente a qualidade dos empregos nem a renda média da população. Veja entrevista completa abaixo.

