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Painel BM&C discute geopolítica, economia e o papel do Brasil no contexto global

Renata Nunes Por Renata Nunes
20/08/2025
Em ECONOMIA, Entrevista, Exclusivas, INTERNACIONAL, Mundo

O Painel BM&C trouxe uma discussão profunda sobre o atual momento da geopolítica, marcado por encontros entre Donald Trump, Vladimir Putin, Volodymyr Zelensky e líderes europeus. O cenário vai além do campo militar e passa a ser também um jogo de influência política e econômica, em que o Brasil aparece como coadjuvante.

Os convidados Roberto Dumas, Marco Saravalle e Emiliano Guanella analisaram como os rumos da guerra na Ucrânia e as negociações internacionais redesenham a geopolítica global, afetando mercados, países emergentes e o papel do Brasil nesse novo tabuleiro.

Como a geopolítica explica a guerra atual?

Segundo Roberto Dumas, as raízes do conflito remontam à dissolução do Pacto de Varsóvia e à expansão da OTAN nos anos 1990 e 2000. Ele lembrou que, para Moscou, a entrada de países vizinhos na aliança representou ameaça direta, motivando a anexação da Crimeia em 2014 e a invasão da Ucrânia em 2022. “Putin atua como um czarista, buscando recuperar territórios que considera parte da Rússia e influenciar o cenário da geopolítica europeia”, explicou.

Dumas ressaltou ainda que as tratativas de paz atuais só avançam mediante concessões territoriais, o que coloca em choque a soberania ucraniana e a pressão de líderes ocidentais.

A Europa ainda tem relevância geopolítica?

Para Emiliano Guanella, a União Europeia perdeu protagonismo ao longo do conflito. Apesar de forte apoio financeiro à Ucrânia, a divisão interna entre os países reduziu a capacidade de ação conjunta. “Paradoxalmente, a Europa encontra em Trump a chance de destravar o impasse, mostrando sua fragilidade no tabuleiro da geopolítica global”, disse o professor.

Ele destacou que a guerra expôs não apenas a vulnerabilidade militar, mas também a incapacidade política do bloco de ditar os rumos dentro do próprio continente.

Geopolítica e mercado: o que dizem os preços do petróleo?

Marco Saravalle trouxe a perspectiva econômica ao debate. Ele destacou que o petróleo continua sendo o principal termômetro da geopolítica. “Hoje, o mercado não está comprando o pânico. Mesmo com riscos, o preço do barril segue em torno de US$ 65, evitando pressões inflacionárias maiores”, afirmou.

Segundo Saravalle, Trump busca manter o petróleo em níveis baixos como forma de conter a inflação e reduzir o peso da dívida americana. Caso o preço dispare, a consequência imediata seria alta dos juros e risco de recessão global, reforçando a conexão entre instabilidade geopolítica e instabilidade econômica.

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Qual o lugar do Brasil no cenário geopolítico?

Na visão de Guanella, o Brasil perdeu espaço diplomático ao adotar posições pouco equilibradas. Apesar de ter buscado protagonismo nos anos 2000, hoje o país carece de credibilidade para atuar como mediador. “Neutralidade não pode ser confundida com passividade. O Brasil mostrou sinais de alinhamento à Rússia e isso compromete sua posição na geopolítica internacional”, avaliou.

Dumas acrescentou que a fragilidade não se limita ao campo diplomático. Questões estruturais como baixa produtividade, falta de competitividade industrial e deficiência na educação básica minam a capacidade do país de se afirmar no cenário global.

O que o Brasil precisa aprender em termos de geopolítica?

Para Saravalle, crises internacionais deveriam ser usadas como oportunidades estratégicas. Ele citou a dependência brasileira de fertilizantes russos e ucranianos como um alerta. “O Brasil precisa transformar neutralidade em ação. A geopolítica mostra que, sem estratégia clara, ficamos vulneráveis a choques externos”, disse.

Os especialistas também defenderam investimentos em infraestrutura, saneamento e educação de base como fundamentos para construir uma inserção internacional mais sólida. Dumas lembrou que países como Coreia do Sul e Taiwan se destacaram justamente ao priorizar capital humano e inovação, pilares que o Brasil ainda não consolidou.

Geopolítica e narrativas: quem ganha com o acordo?

O painel concluiu que, caso um acordo de paz se concretize, Trump pode emergir como “pacificador”, Putin como estrategista, Zelensky como sobrevivente e a Europa como parceira relutante. Já o Brasil corre o risco de ser visto apenas como ator periférico, recebendo reflexos indiretos das decisões tomadas por outros.

Em resumo, a geopolítica atual mostra que guerras não são apenas disputas territoriais, mas redefinem economias, mercados e a ordem internacional. O Brasil precisa decidir se continuará figurante ou se buscará protagonismo por meio de reformas estruturais e maior presença ativa nas negociações globais.

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