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América Latina terá expansão contida em 2025 e recuo em 2026, segundo Moody’s

Renata Nunes Por Renata Nunes
18/08/2025
Em ECONOMIA, INTERNACIONAL, Mundo

A Moody’s Analytics revisou suas projeções para a América Latina e prevê um crescimento de 2,2% em 2025. O dado mostra uma ligeira melhora em relação à estimativa anterior, que era de 2,1%. A análise aponta que economias como Brasil, Argentina e Chile sustentaram desempenho acima do esperado no início do ano, mas alerta para uma desaceleração em 2026, quando a expansão regional deve cair para 2,1%.

O relatório destaca que a região se beneficiou de fatores como preços mais altos das commodities e mercados de trabalho robustos, que apoiaram o consumo privado. Porém, a Moody’s ressalta que riscos fiscais, inflação persistente e incertezas ligadas à política tarifária dos Estados Unidos podem comprometer o fôlego econômico dos países latino-americanos nos próximos meses.

Qual o cenário projetado pela Moody’s para o Brasil?

De acordo com a Moody’s, o Brasil deve crescer 2,4% em 2025, sustentado pelo mercado de trabalho forte, que tem garantido resiliência ao consumo das famílias. No entanto, a agência projeta que a inflação seguirá elevada, em torno de 14,4%, acompanhada de juros altos, com taxa básica esperada em 14,58%. Esses fatores restringem a capacidade de expansão da atividade.

Além disso, o país sofre impactos diretos da política tarifária dos Estados Unidos. As medidas anunciadas pelo governo norte-americano representam uma tarifa efetiva de cerca de 30% sobre exportações brasileiras, o que deve prejudicar o desempenho de setores estratégicos. Ainda que parte dos produtos consiga ser redirecionada para outros mercados, a Moody’s avalia que o impacto negativo sobre o crescimento será visível em 2025.

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México: investimento em queda e incerteza política

No México, a perspectiva é mais desafiadora. O PIB deve avançar apenas 0,1% em 2025, segundo a Moody’s. Os cortes no gasto público, somados às incertezas tarifárias impostas pelos EUA, pressionam a atividade e desestimulam investimentos. O fluxo de investimento estrangeiro direto está em queda, e a contração no mercado de trabalho formal reflete a dificuldade de recuperação no curto prazo.

Apesar disso, fatores como as remessas enviadas por trabalhadores que vivem no exterior e programas de gasto social têm ajudado a sustentar minimamente a renda das famílias mexicanas. Para a Moody’s, o país ainda terá grandes desafios para retomar investimentos produtivos que possam gerar crescimento mais sustentável.

Argentina mostra recuperação com inflação em queda

A Argentina aparece como um dos destaques positivos no relatório. A Moody’s projeta crescimento de 5,2% em 2025, após a implementação de um programa de estabilização econômica que reduziu a inflação de 219% em 2024 para 30,5% neste ano. O crédito cresce em ritmo acelerado, e o consumo doméstico começa a responder positivamente.

Mesmo assim, a agência alerta que os riscos políticos e a necessidade de ajustes estruturais permanecem elevados. A sustentabilidade dessa recuperação dependerá da manutenção de políticas consistentes e do controle fiscal.

Chile, Peru e Colômbia: desempenho apoiado em commodities

No Chile, o avanço previsto é de 2,4% em 2025, puxado pelo setor de mineração, que se beneficia de preços historicamente altos do cobre. No Peru, o crescimento deve atingir 3,1%, apoiado tanto pelo setor mineral quanto por um mercado de trabalho aquecido. Já a Colômbia terá expansão de 2,6%, sustentada pela queda no desemprego, embora ainda conviva com inflação alta de 9,2%.

Segundo a Moody’s, esses países ainda enfrentam limitações fiscais e monetárias, mas o desempenho das commodities ajuda a suavizar os efeitos da política restritiva e mantém a região em rota de recuperação.

Quais são os riscos para a América Latina em 2025?

O relatório da Moody’s alerta para três grandes grupos de riscos que podem comprometer as projeções:

  • Política tarifária dos EUA: continua sendo fator determinante para o comércio regional. México obteve adiamento parcial de tarifas, Chile e Peru foram poupados no cobre refinado, mas o Brasil segue como o mais afetado.
  • Desafios fiscais: países como Brasil, México e Colômbia têm pouco espaço orçamentário para estímulos adicionais.
  • Instabilidade política: eleições previstas em Brasil, Chile, Colômbia e Peru até 2026 podem ampliar incertezas e pesar sobre a confiança de investidores.

Nesse sentido, a Moody’s avalia que, mesmo com resultados acima do esperado no início de 2025, a região deve enfrentar um cenário de moderação nos próximos trimestres. O espaço para políticas anticíclicas é reduzido, e a volatilidade externa seguirá influenciando os rumos da economia latino-americana.

Enquanto a Argentina busca consolidar sua recuperação e o Brasil enfrenta pressões fiscais e tarifárias, a América Latina como um todo segue dependente da dinâmica global de commodities e da política econômica dos Estados Unidos. Para a Moody’s, o desafio central será manter a resiliência conquistada no primeiro semestre e evitar uma desaceleração mais acentuada em 2026.

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