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Economia perde tração e mercado revisa PIB para baixo no Focus desta semana

Renata Nunes Por Renata Nunes
11/08/2025
Em ECONOMIA, NACIONAL

O Relatório Focus divulgado nesta segunda-feira (11), trouxe a primeira revisão baixista para o crescimento do PIB de 2025 após quatro semanas de estabilidade, com a mediana tendo recuo de 2 pontos-base. A mudança ocorre em um contexto de sinais mais nítidos de desaceleração doméstica, refletidos em dados fracos da indústria e na perspectiva de perda de tração no varejo e nos serviços. Além disso, a política monetária contracionista continua a operar com defasagens que tendem a se materializar de forma mais ampla ao longo do trimestre.

Na indústria, o segundo trimestre terminou praticamente no zero a zero, com alta de apenas 0,1%, e a leitura de junho veio abaixo do esperado. Nesse sentido, o desempenho fraco dos bens de consumo duráveis evidencia a sensibilidade do segmento ao custo de financiamento e à confiança mais contida. Por consequência, a expectativa é de que varejo e serviços também encerrem o trimestre em ritmo mais fraco, em linha com o aperto monetário e a maior seletividade das famílias no consumo.

Veja os destaques do Boletim Focus

  • PIB 2025: mediana recuou de 2,23% para 2,21% (-2 bps), primeira queda após quatro semanas de estabilidade.
  • PIB 2026: projeção passou de 1,88% para 1,87% (-1 bp).
  • IPCA 2025: expectativa manteve-se em 5,05%.
  • IPCA 2026: projeção caiu de 4,43% para 4,41% (-2 bps).
  • Câmbio 2025: estabilidade em R$ 5,60/US$.
  • Selic 2025: mantida em 15,00% a.a..
  • IGP-M 2025: caiu de 1,33% para 1,28% (-5 bps).
  • Conta corrente 2025: déficit projetado aumentou de US$ 60,00 bi para US$ 62,00 bi.
  • Balança comercial 2025: superávit esperado recuou de US$ 65,25 bi para US$ 65,00 bi.
  • Dívida líquida do setor público 2025: estável em 65,80% do PIB.
  • Resultado primário 2025: déficit projetado passou de -0,55% para -0,53% do PIB.
  • Resultado nominal 2025: déficit projetado caiu de -8,50% para -8,40% do PIB.

Focus: por que o mercado de trabalho segue aquecido?

Por outro lado, o mercado de trabalho não tem acompanhado a moderação do nível de atividade. A taxa de desemprego caiu nas últimas três leituras do relatório Focus, renovando mínimas históricas e surpreendendo projeções. Enquanto isso, a resiliência do emprego sustenta a massa de rendimentos e mantém alguma inércia em preços, sobretudo em serviços, segmento tradicionalmente mais sensível à dinâmica salarial do que aos juros no curto prazo.

Para o economista Maykon Douglas, esse descompasso é o principal vetor da prudência do Copom. “Embora a produção industrial e o consumo apontem desaceleração, o mercado de trabalho ainda está apertado. Isso preserva a renda disponível e pode sustentar pressões inflacionárias no médio prazo, especialmente em serviços”, avalia. Segundo ele, a leitura recomenda parcimônia: cortes prematuros ou agressivos da Selic poderiam reacender a inflação antes de a desinflação estar consolidada.

Indústria, varejo e serviços perdem fôlego: ajuste cíclico ou algo mais?

O arrefecimento da indústria reflete a combinação de crédito mais caro, encarecimento de estoques e demanda discricionária adiada. Além disso, a piora pontual de junho sugere que a recomposição de produção observada em trimestres anteriores perdeu tração. No comércio, itens sensíveis à renda e ao financiamento tendem a liderar a fraqueza, enquanto serviços, que foram o motor do pós-pandemia, devem normalizar gradualmente, com menor impulso de reabertura e acomodação de preços relativos.

Douglas chama atenção para o caráter amplo dos sinais de moderação. “O corte de 2 bps no PIB não é apenas um ajuste técnico; é um indício de que a economia está convergindo para um ritmo mais compatível com as condições financeiras vigentes. O desafio de política é calibrar o pouso sem comprometer o processo de ancoragem das expectativas de inflação”, afirma. Nesse sentido, a comunicação do Banco Central permanece crucial para reduzir a volatilidade das curvas e preservar a eficácia da política monetária.

Qual é o recado que o Focus passa para a política monetária?

O balanço de riscos combina atividade em desaceleração e mercado de trabalho ainda apertado. Portanto, decisões graduais e data dependent seguem sendo o roteiro provável para o Copom. Além disso, a inflação de serviços, fortemente ligada a salários e ocupação, requer vigilância redobrada. “Mesmo com um crescimento ligeiramente menor em 2025, o risco inflacionário não está neutralizado. Se a taxa de desemprego continua caindo, a pressão sobre serviços pode persistir”, explica Douglas.

Em outras palavras, eventuais flexibilizações devem ser calibradas com prudência para evitar desancoragem. O ritmo de afrouxamento, quando ocorrer, dependerá da confirmação de desaceleração disseminada da atividade, da continuidade da queda dos núcleos de inflação e do arrefecimento da difusão de aumentos. Além disso, a leitura dos próximos dados de crédito e confiança ajudará a discriminar choques temporários de movimentos mais estruturais.

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O que acompanhar nas próximas semanas?

Para balizar o cenário e a leitura prospectiva do ciclo, alguns vetores merecem acompanhamento sistemático:

  • Leituras do PIB mensal e trimestral, com foco na composição entre indústria, varejo e serviços;
  • Evolução da taxa de desemprego, participação na força de trabalho e renda média real;
  • Trajetória da inflação cheia e dos núcleos, em especial a inflação de serviços e a difusão;
  • Condições financeiras e volume de crédito para famílias e empresas, com ênfase em prazo e custo;
  • Comunicações do Copom, sinalizações sobre a Selic e avaliação do balanço de riscos.

Queda do PIB projetado muda o jogo?

Em síntese, a revisão de 2 bps na mediana do PIB de 2025 adiciona uma camada de cautela ao quadro prospectivo, mas não elimina o desafio central: compatibilizar a desaceleração da atividade com um mercado de trabalho ainda resiliente. Como resume Maykon Douglas, preservar a dinâmica desinflacionária, ancorar expectativas e evitar estímulos prematuros é a estratégia mais adequada para assegurar crescimento sustentável com estabilidade de preços no horizonte relevante da política monetária.

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