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Ata do Copom reafirma desconforto com inflação, avaliam economistas

Renata Nunes Por Renata Nunes
05/08/2025
Em Análises, NACIONAL

A ata do Copom, divulgada após a reunião de julho de 2025, confirmou a manutenção da taxa Selic em 15% ao ano, em decisão unânime entre os membros do Comitê. O documento detalha a avaliação do Banco Central sobre o cenário doméstico e internacional, reforçando uma postura de cautela em meio a expectativas de inflação desancoradas, atividade econômica resiliente e um ambiente externo mais adverso.

De acordo com a ata, a política monetária continuará em patamar significativamente contracionista por um período prolongado, como forma de garantir a convergência da inflação à meta. O Comitê reiterou que segue atento à dinâmica do mercado de trabalho, aos riscos fiscais e às oscilações no câmbio, que podem afetar a trajetória dos preços.

“Ata do Copom reafirma desconforto com expectativas”, avalia RB

Para o estrategista-chefe da RB Investimentos, Gustavo Cruz, a ata do Copom não trouxe grandes novidades em relação ao comunicado divulgado após a reunião, mas reforçou o desconforto do Banco Central com o cenário inflacionário. “Explicaram um pouco mais suas dúvidas em relação ao que está ocorrendo com a situação americana, tanto na parte monetária quanto fiscal. Mas seguem sinalizando manutenção dos juros em setembro e novembro”, afirma Cruz.

Segundo ele, o documento confirma a intenção da autoridade monetária de manter a taxa de juros em 15% como instrumento de controle da inflação, enquanto observa os desdobramentos das políticas econômicas dos EUA e os impactos no Brasil.

“BC reconhece desaceleração, mas mantém postura rígida”, avalia o ASA

Na análise de Leonardo Costa, economista do ASA, a ata do Copom apresentou um tom neutro, com leve viés dovish, ao reconhecer sinais de desaceleração da atividade econômica. “Há o reconhecimento de uma atividade mais fraca na margem, efeito esperado da política monetária. O destaque foi o espaço dado à análise da atividade, especialmente o recuo no crédito”, avaliou Costa.

Apesar da desaceleração em alguns setores, o documento destaca que o mercado de trabalho segue aquecido, com taxa de desemprego em patamar historicamente baixo e salários reais em crescimento, o que mantém o consumo forte e dificulta o controle da inflação, sobretudo de serviços.

Ata do Copom mostra preocupação com inflação e cenário externo

A ata do Copom reiterou que a inflação segue acima da meta e que as expectativas para 2025 e 2026 continuam desancoradas, o que exige uma política monetária mais rigorosa. Apesar de algumas surpresas baixistas nos índices recentes, os núcleos de inflação permanecem elevados, pressionados pela demanda.

O Comitê também apontou que o ambiente internacional se tornou mais incerto, com destaque para a política fiscal e comercial dos Estados Unidos, que tem gerado maior volatilidade nos mercados e impactado os ativos financeiros brasileiros. A imposição de tarifas dos EUA sobre produtos do Brasil foi citada como fator relevante de risco.

Mercado de crédito em queda e consumo ainda forte

De acordo com a ata do Copom, o mercado de crédito mostra sinais claros de desaceleração, com concessões em queda, aumento das taxas de juros e inadimplência em alta. Há, ainda, maior comprometimento da renda familiar com dívidas, indicando um fluxo negativo de crédito para as famílias.

Por outro lado, o consumo segue resiliente, sustentado pelo mercado de trabalho aquecido. Essa dualidade entre enfraquecimento do crédito e força do consumo reforça a avaliação do Copom de que a economia ainda precisa de uma postura firme da política monetária para alcançar o equilíbrio entre oferta e demanda.

Expectativas desancoradas elevam custo da desinflação

O Copom reforçou que a desancoragem das expectativas de inflação aumenta o custo da desinflação em termos de atividade econômica. Para o comitê, esse cenário exige juros altos por mais tempo. No cenário de referência, as projeções para o IPCA são de 4,9% para 2025, 3,6% para 2026 e 3,4% para o primeiro trimestre de 2027, todas acima da meta de 3%.

“A condução da política monetária exige vigilância constante. Os passos futuros poderão ser ajustados e o Comitê não hesitará em retomar o ciclo de alta, se necessário”, afirmou o documento.

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A ata do Copom confirma o tom cauteloso adotado pelo Banco Central, diante de um cenário de inflação elevada, expectativas desancoradas, atividade econômica resiliente e riscos externos crescentes. A decisão de manter a Selic em 15% reflete a estratégia de preservar o controle inflacionário, mesmo em um ambiente que já mostra sinais de desaceleração parcial da economia.

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