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Ranking do FMI: “Brasil gasta mal, investe pouco e não prepara futuro” diz especialista

Renata Nunes Por Renata Nunes
12/07/2025
Em Análises

O Brasil caminha, silenciosamente, para uma posição desconfortável no ranking global de renda per capita. De acordo com projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI), o país deve seguir perdendo espaço relativo entre as economias mundiais, aproximando-se dos países de renda média baixa e se afastando cada vez mais das nações mais prósperas. Para o economista Roberto Dumas, o movimento reflete um cenário prolongado de estagnação, baixa produtividade, falta de reformas estruturais e ineficiência no uso dos recursos públicos.

“Já praticamente perdemos o bônus demográfico, que é quando o país cresce por transpiração, com muita mão de obra entrando no mercado. Agora, sem esse impulso populacional, só nos resta crescer por produtividade. E não estamos fazendo isso”, afirmou Dumas em entrevista à BM&C News.

Gasto público mal direcionado e armadilha da renda média

Na análise de Dumas, o Brasil está preso à chamada “armadilha da renda média”, situação em que a economia cresce até certo ponto, mas não consegue avançar para um patamar de renda elevada. O principal problema, segundo ele, não está na taxa de juros em si, mas no modelo de financiamento do Estado.

“O problema não é a taxa de juros. Ela é o termômetro. O problema é que o governo gasta muito e gasta mal. Isso gera o crowding out, quando o Estado consome a poupança nacional para se financiar, reduzindo o espaço para o investimento privado”, explica.

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Para o economista, esse desequilíbrio é estrutural e não depende apenas do governo de plantão. “O aumento da carga tributária penaliza o empreendedor e o trabalhador, mas não resolve o problema de fundo, que é a qualidade e a destinação do gasto público.”

Brasil tem educação desequilibrada e foco inadequado

Dumas também aponta que o Brasil investe mal em educação. Embora os gastos totais sejam relevantes, há um desequilíbrio que compromete o futuro da força de trabalho. “Investimos um terço do que os países da OCDE aplicam no ensino fundamental, e mais do que o dobro no ensino universitário”, afirma.

Segundo ele, essa lógica contraria os caminhos trilhados por países que conseguiram dar saltos significativos de desenvolvimento, como Coreia do Sul, China, Polônia e Turquia. “Essas nações priorizaram a educação de base, onde se forma a base da produtividade futura.”

Infraestrutura defasada e baixa produtividade no Brasil

A estagnação da infraestrutura é outro fator que limita o crescimento sustentável. Para Dumas, seria necessário investir pelo menos 3,2% do PIB ao ano apenas para recompor a depreciação acumulada das últimas décadas — patamar que o Brasil não alcança há muito tempo.

“Nos últimos 20 anos, investimos cerca de 2,5% do PIB em infraestrutura. Isso é insuficiente. Sem infraestrutura, não há produtividade. E sem produtividade, não há crescimento sustentável”, destaca.

Ceticismo com salto de qualidade no PIB per capita

Mesmo diante de alguns avanços pontuais, Dumas mantém uma visão cética sobre a capacidade do Brasil de realizar um salto expressivo no ranking global de renda per capita. “O Brasil pode até subir um ou dois degraus, mas não vejo nada hoje que justifique um salto de qualidade nos próximos dez anos”, afirmou.

A ausência de avanços estruturais em áreas como segurança jurídica, equilíbrio das contas públicas, infraestrutura e educação é, segundo ele, o principal entrave. “O Brasil gasta, mas não investe. E isso trava a economia.”

Brasil corre risco ao permanecer refém das commodities

Sem mudanças, o país corre o risco de se manter excessivamente dependente de commodities e produtos de baixo valor agregado, como soja, minério e petróleo. Para o economista, esse modelo compromete o futuro do país.

“Vamos continuar dependendo da demanda externa e sem capacidade de subir a ladeira do valor agregado. E é difícil um país lograr crescimento sustentado com essa base de exportação”, conclui.

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