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Opinião: “A incrível bateria de mestre Marçal”

Mario Goulart Por Mario Goulart
26/09/2024
Em OPINIÃO

A pedidos, tiro hoje meu jaleco de analista de economia e mercados para um breve (e sempre arriscado) uso do jaleco de analista de conjuntura política.

Muitos dirão: “você não deve enveredar pela análise política, porque o analista deve ser neutro e agnóstico, e não ter time ou torcida”. Mas eu vou por uma via um pouco diversa: o analista deve obrigatoriamente conhecer bem a conjuntura política, já que a economia está sempre fortemente interrelacionada com a última. É preciso uma certa coragem para este “leap of faith” de caminhar no pântano sulfídrico da política, mas vamos lá. “Fé em Deus e pé na tábua”, como diria o não tão saudoso Adhemar de Barros.

Pablo Marçal: Coach, Influencer e verdades inconvenientes

E no Brasil desta segunda metade de 2024, é impossível não notar o barulho produzido pelo coach e influencer Pablo Marçal em sua para lá de controvertida candidatura à prefeitura paulistana. À parte as grosserias, performances histriônicas, lacrações, propostas surrealistas (prédio de 1000m???) e até algumas verdades inconvenientes, é importante entender alguns porquês.

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Um dos pontos mais levantados é que o apoio do ex-presidente Bolsonaro não foi imediatamente transferido a Ricardo Nunes. Boa parte dos que votaram em Bolsonaro estão encontrando muito mais vínculo com a candidatura Marçal.

Polarização Política no Brasil

Houve uma tentativa do jornalismo em explorar a tal “polarização política” no Brasil em um confronto entre duas personalidades políticas: Luís Inácio e Jair. A observação deste momento de 2024 vai mostrando que esta análise é rasa. Há muito mais camadas por aí.

A eleição presidencial de 2022 foi muito mais uma disputa entre rejeições que aprovações. Desde a eleição de Luís Inácio em 2002, o anti-petismo e o anti-lulismo vêm crescendo, com dois pontos de aceleração: o Mensalão e a Lava-Jato. Entretanto, iludidos pela crença de que posicionar-se contra Luís Inácio era suicídio político, dada a sua imensa popularidade, nenhum político relevante aceitou a posição de antagonista do lulopetismo.

Jair Bolsonaro, sindicalista ex officio de policiais militares e da caserna, com um currículo parlamentar muito mais próximo das crenças do PT que do liberalismo de Paulo Guedes (cuja cruz iria beijar aos 47 minutos do segundo tempo em 2018), teve a sagacidade política de perceber este cavalo selado, que um atentado e dois turnos depois o levou à presidência da república. Além disso, sempre se apresentou como um “anti-sistema” (como boa parte dos populistas modernos, de Trump a Marine LePen). Trataremos dos “anti-sistemas” mais tarde.

A eleição de 2022, que como dissemos foi uma contenda de rejeições, acabou levando muitos eleitores que tradicionalmente jamais votariam em um candidato de esquerda, a votar “de nariz tapado” em Luís Inácio, majoritariamente por conta de discordâncias em relação à condução do país na situação da pandemia de COVID-19 (e um pouco por “nojinho” do temperamento, digamos, pouco cavalheiresco do ex-capitão). O resultado do segundo turno foi impressionante: 50.9% a 49.1%, dentro do que qualquer instituto de pesquisa chamaria de “empate técnico”

Um interessante livro de Thomas Traumann e Felipe Nunes, Biografia do abismo: Como a polarização divide famílias, desafia empresas e compromete o futuro do Brasil, divide a população brasileira em oito estratos mais ou menos homogêneos. Para efeitos deste artigo, interessam três: os sociais progressistas, (que correspondem a cerca de 3% da população, mas que integram o grupo que acabou “desempatando” a eleição de 2022), os evangélicos, e os empreendedores.

“Terrivelmente Evangélicos”

Um grupo de pessoas está abraçando Lula Presidente em uma igreja.

Os evangélicos perfazem cerca de 40% da população, e são um amálgama de classe baixa e média-baixa. Este grupo social votou majoritariamente em Bolsonaro. Não vamos conseguir entender o que o jornalismo chama de forma um tanto sarcástica de “pobre de direita” se não entendermos este segmento. Para além do chamado conservadorismo de comportamento, este grupo tem na rede de solidariedade de suas igrejas (ainda que custeada pelo dízimo) um substituto para a ausência do governo (que cobra imposto e não entrega nada de relevante para o cidadão). Além disso, há a chamada “teologia da prosperidade”, que incentiva o fiel (ainda que visando dízimos mais altos no futuro) a empreender e não temer o sucesso.

O eleitor evangélico rejeita a solução lulopetista da dependência das bolsas e “benefíssus”. Ele entende que é agente efetivo na sua melhoria de vida.

Este eleitor carrega, portanto, uma versão abrasileirada da Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo de Max Weber, que se traduz na crença de que aqueles que dão duro e se esforçam serão recompensados ainda neste mundo (diferentemente da crença católica).

E é este espírito derivado da teologia da prosperidade que leva o eleitor evangélico a aproximar-se dos “empreendedores” descritos por Traumann e Nunes. Juntos, rejeitam o conceito de que precisam receber bolsas enquanto esperam por uma melhoria de vida que nunca virá. E rejeitam a gratidão bovina dos beneficiários das espórtulas governamentais ao Grande Benfeitor, Luis Inácio.

E, sobretudo, entendem que o governo não é capaz de lhes dar nada, mas cobra caro, o que os torna particularmente receptivos à mensagem “anti-sistema”.

Só entendendo isso vamos chegar a Marçal. Pablo Marçal é o coach que promete que o sucesso virá depois que o coachee disciplinar seu corpo e sua mente ao esforço. Lembrou da ética do trabalho duro do Weber? E Marçal vai aos debates para literalmente esculachar e esculhambar o sistema. Suas provocações, como as grosserias de Bolsonaro, soam como música para aqueles que perderam totalmente a fé no sistema.

E por que perderam a fé no sistema?

Já falamos na questão de o governo cobrar impostos escandinavos para entregar serviços minimalistas em contrapartida. Mas há algo mais aí: a reação do “sistema” à Lava-Jato, anulando todas as penas (poucos “anti-sistemas” enxergam aí a atuação de Bolsonaro em um “acordão” para salvar seus pimpolhos do escândalo das “rachadinhas”, mas ela ocorreu – alguns “anti-sistemas” que conseguiram ver o crescimento do patrimônio do clã também acabaram migrando para Marçal).

A indecente “descondenação” de Luís Inácio, permitindo-o concorrer e vencer a presidência da república. A leniência do poder judiciário para com o crime (organizado e não organizado). A percepção de que a “casta” política está acima não só do bem e do mal, mas das leis. A forte noção de que a corrupção é o “motor” da economia nacional. O estado de exceção com que o Egrégio Sodalício (denominação dada por advogados parnasianos ao Supremo Tribunal Federal) tem conduzido o país nos últimos anos “em defesa da democracia”. A estrutura burocrática que faz com que empreender no Brasil seja tarefa hercúlea, só para os fortes de corpo e espírito.

Enquanto a elite política (a tal “casta”) não entender os recados e significados que vieram da eleição e quase reeleição de Bolsonaro (mesmo que ele tenha, efetivamente, participado com júbilo da reação do “sistema”) e do enorme sucesso da candidatura Pablo Marçal, a tendência continuará. E continuará forte.

Novos “Marçais” virão. E a imprensa, os “formadores de opinião”, a “elite política” e os “inteligentinhos” continuarão sem entender nada.

Coluna escrita por Mario Goulart, engenheiro civil, analista CNPI-P, Analista Chefe da Minha Gestora

As opiniões transmitidas pelos nossos colunistas são de responsabilidade deles e não refletem, necessariamente, a opinião da BM&C News.

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