Lula diz que não irá tolerar ameaças a instituições

O ex-presidente e líder das pesquisas de intenções de voto discursou durante celebrações da Independência da Bahia

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que lidera as pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República na eleição de outubro, afirmou nesta sábado que não irá tolerar ameaças ou tutelas sobre instituições, afirmando ainda que as Forças Armadas precisam ter compromisso com a democracia

“É necessário superar o autoritarismo e as ameaças antidemocráticas. Não toleraremos qualquer espécie de ameaça ou tutela sobre as instituições representativas do voto popular”, disse Lula em discurso neste sábado em Salvador, onde participou da celebração da Independência na Bahia.

A cidade também teve a presença de outros três presidenciáveis: do presidente Jair Bolsonaro (PL), do ex-ministro Ciro Gomes (PDT) e da senadora Simone Tebet (MDB).

“É preciso restabelecer um ambiente de estabilidade política, econômica e institucional que proporcione confiança e segurança aos investimentos que interessam ao desenvolvimento do país”, disse o petista.

Lula também fez referência às Forças Armadas em seu discurso. Ele defendeu a importância dos militares para o país, ao mesmo tempo que afirmou que as Forças Armadas precisam ter compromisso com a democracia.

“O Brasil independente e soberano que queremos não pode abrir mão das suas Forças Armadas. Não apenas bem treinadas e equipadas, mas sobretudo comprometidas com a democracia”, disse Lula.

Ex-capitão do Exército, Bolsonaro colocou vários militares –da reserva e da ativa– em postos-chave e tradicionalmente ocupados por civis no governo. Ele também defende uma “apuração paralela” dos votos pelas Forças Armadas.

As declarações do petista acontecem em meio aos constantes questionamentos sem provas que Bolsonaro faz ao sistema eletrônico de votação e ao Judiciário.

Indagado recentemente se aceitaria uma eventual derrota no pleito de outubro, Bolsonaro recusou-se a responder. Ele também tem afirmado, ao colocar dúvidas sem apresentar fundamentos sobre as urnas eletrônicas, que não se pode realizar uma eleição sob o manto da suspeição.

Nesta semana, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho mais velho do presidente, disse em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo que não é possível controlar a reação dos apoiadores de Bolsonaro a uma eventual derrota eleitoral do presidente.

Lula lidera com folga as pesquisas de intenção de voto para o pleito de outubro, à frente de Bolsonaro, que busca a reeleição e aparece na segunda posição.

Alguns levantamentos recentes têm apontado a possibilidade de Lula vencer a eleição já em primeiro turno.

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