Bolsas caem, aprovação da PEC dos Combustíveis e o que move o mercado

A confiança do mercado continua abalada com os choques causados pela guerra na Ucrânia e as pressões inflacionárias

Os índices futuros dos Estados Unidos recuam nesta sexta-feira (1º), com a inflação e os aumentos das taxas de juros continuando a pesar no radar dos investidores. Os mercados seguem cautelosos, com o S&P 500 fechando o primeiro semestre deste ano com queda acumulada de 20,5%, o pior resultado nos últimos 50 anos, enquanto o Nasdaq caiu 22,4%, pior marca desde 2008.

Mesmo com a mudança de semestre, a confiança do mercado pode continuar abalada com os choques causados pela guerra na Ucrânia e as pressões inflacionárias. Em evento no Fórum do Banco Central Europeu, as principais autoridades monetárias do mundo Ocidental já destacaram o compromisso de frear o avanço dos preços ao consumidor com aumento nos juros, além de admitirem a chance de uma recessão no processo.

No Brasil, o Ibovespa caiu 1,09% ontem e terminou os primeiros seis meses de 2022 com queda de 5,99%, perdendo o patamar dos 100 mil pontos. Para o segundo semestre, o mercado pode experimentar uma montanha russa, que contará com eleições presidenciais e o possível fim do ciclo de alta da Selic.

No cenário político, o Senado aprovou, em dois turnos, a PEC que irá liberar R$ 41,25 bilhões fora do teto de gastos para auxílios nos combustíveis no aumento do Auxílio Brasil, entre outros. O texto foi aprovado com 90 dias antes das eleições. O projeto também permitirá um estado de emergência, que blinda o presidente Jair Bolsonaro das contestações por descumprir a lei eleitoral.

Entre os indicadores econômicos, o IPC-S da quarta quadrissemana de junho de 2022 variou 0,67% e acumula alta de 10,31% nos últimos 12 meses, conforme mostram dados da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Já a inflação da zona do euro acelerou para 8,6% em junho na base anual, de 8,1% em maio, superando as expectativas de 8,4%, de acordo com resultados preliminares da Eurostat. O aumento das pressões sobre os preços, e o pico ainda pode estar a meses de distância, o que reforça os argumentos a favor de um rápido aumento dos juros pelo Banco Central Europeu a partir deste mês.

Bolsas da Ásia

As bolsas na Ásia terminaram o dia em queda nesta sexta, com o mercado chinês acompanhando as preocupações dos investidores com as perspectivas econômicas globais, embora os principais índices tenham avançado pela quinta semana consecutiva já que a economia doméstica mostrou sinais de recuperação com a queda da Covid-19.

Agenda econômica

▪️Alemanha: PMI/S&P Global industrial de junho (4h55);
▪️Zona do euro: PMI/S&P Global industrial de junho (5h);
▪️Reino Unido: PMI/S&P Global industrial de junho (5h30);
▪️Zona do euro: Índice de preços ao consumidor (CPI) de junho (6h);
▪️FGV: IPC-S deve acelerar a 0,72% em junho (8h);
▪️EUA: PMI/S&P Global industrial de junho (10h45);
▪️EUA: PMI industrial do ISM/Chicago de junho (11h);
▪️EUA: Investimentos em construção em maio (12h);
▪️EUA: Dados semanais da Baker Hughes sobre poços e plataformas em operação (14h);
▪️Secex: Balança comercial deve ter superávit de US$ 9,90 bilhões em junho (15h).

*Com BM&C Now e BDM

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