Ibovespa fecha em queda acompanhando as bolsas de NY

O principal índice da B3 teve baixa de 1,08%, aos 98.541,95 pontos

O Ibovespa fechou com desvalorização nesta quinta-feira (30), na mesma direção dos principais índices de Nova York.

O principal índice da B3 teve baixa de 1,08%, aos 98.541,95 pontos.

Nos Estados Unidos, o S&P 500 recuou 0,86%, o Dow Jones caiu 0,80% e o Nasdaq perdeu 1,33%.

Segundo Idean Alves, sócio e chefe da mesa de operações da Ação Brasil Investimentos, o mercado seguiu digerindo os dados de inflação que continuam pressionando os bancos centrais a serem mais duros com a elevação de juros por mais tempo.

Além disso, ele diz que as ações de commodities, bancos, varejo e tecnologia também contribuíram para o desempenho negativo do índice

Entre os destaques de queda estão as ações da Vale e das siderúrgicas, que recuaram na esteira da desvalorização do minério de ferro na China.

As ações ordinárias da Vale (VALE3) perderam 2,83% a R$ 76,56. Já os papéis da CSN (CSNA3) cederam 6,42% a R$ 15,44.

Além disso, ele diz que as ações de commodities, bancos, varejo e tecnologia também contribuíram para o desempenho negativo do índice. 

Nas notícias do dia, a taxa de desemprego do país ficou em 9,8% no trimestre encerrado em maio, a menor para esse trimestre desde 2015, quando foi de 8,3%, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Em relação ao trimestre anterior, de dezembro de 2021 a fevereiro de 2022, a taxa caiu 1,4 ponto percentual (p.p.), e, na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, a queda foi de 4,9 p.p.

 A população desocupada, estimada em 10,6 milhões de pessoas, recuou 11,5% frente ao trimestre anterior.

O dólar fechou em alta de 0,80%, a R$ 5,2348. Para Idean Alves, no mês de junho, “vimos o dólar se valorizar bastante frente ao real, em torno de 10%. Esse deve ser também o cenário no próximo mês à medida que teremos o aumento do risco fiscal no Brasil com medidas para conter a alta da inflação e o aumento dos preços dos combustíveis”. 

“Em julho, caso o cenário-base se mantenha, o dólar deve ficar flutuando próximo ao patamar do preço atual, porém com um risco implícito fiscal que pode renovar o ciclo de alta, o que ajudaria a pressionar a inflação. Até por isso, o Banco Central deve acompanhar de perto esse contexto para evitar esse movimento. Os próximos meses serão turbulentos e podem levar o dólar para próximo dos R$ 6,00, o que não seria uma grande surpresa, dado o aumento do risco de recessão global, acrescido da busca pela segurança propiciada pela moeda mais sólida do mundo”, afirma.

No campo corporativo, a empresa de diagnósticos médicos Fleury (FLRY3) acertou a aquisição do Instituto Hermes Pardini (PARD3).

De acordo com os termos da operação, os acionistas do Pardini receberão por cada ação ordinária que detém da companhia cerca de 1,21 ação ordinária da Fleury mais aproximadamente R$ 2,15.

As companhias estimam que o negócio gere um incremento de Ebitda anual da companhia combinada entre R$ 160 milhões e R$ 190 milhões. A transação está sujeita às aprovações regulatórias, incluindo do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Ainda entre as empresas, o Traders Club (TRAD3)  comunicou nesta quinta-feira  que  não está sob investigação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Hoje, o jornal O Globo publicou a informação sobre uma investigação de uma suposta manipulação de cotação de ações. O TC, por sua vez, diz não ter recebido qualquer notificação a respeito da investigação nem ter sido contatado pelo jornalista para que a informação fosse confirmada.

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