Bolsas em queda, inflação na Europa e o que move o mercado hoje

Os índices futuros de Nova York registram baixa nesta terça-feira

Os índices futuros de Nova York registram queda nesta terça-feira (31), volta do feriado nos EUA, na mesma direção das bolsas europeias.

Por lá, a inflação nos 19 países da zona do euro acelerou para 8,1% em maio de 7,4% em abril na base anual, superando as expectativas de 7,7% com aumento generalizado dos preços.

Os preços subiram acentuadamente em toda a Europa ao longo do último ano, inicialmente devido a problemas na cadeia de abastecimento após a pandemia, depois com a guerra da Rússia na Ucrânia, sugerindo que uma nova era de rápido crescimento de preços está agora varrendo uma década de inflação ultrabaixa.

Aqui no Brasil, serão divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) dados sobre o desemprego às 9h, com a PNAD Contínua. A expectativa do mercado é que a taxa de desemprego fique na faixa de 11%.

Ainda por aqui, o Ministério de Minas e Energia anunciou na noite de segunda-feira que formalizou ao Ministério da Economia o pedido de inclusão da Petrobras na carteira do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), visando estudos para uma privatização.

“A qualificação da Petrobras no PPI tem como objetivo dar início aos estudos para a proposição de ações necessárias à desestatização da empresa, os quais serão produzidos por um comitê interministerial a ser instituído entre o Ministério de Minas e Energia e o Ministério da Economia”, afirmou a pasta em nota.

Petróleo em alta

O petróleo registra alta e o Brent já ultrapassou os US$ 120 dólares com a decisão da União Europeia de embargar mais de 2/3 do petróleo russo, enquanto a Rússia corta o fornecimento de gás para a holandesa Gasterra.

Alta da bolsa na China

Na Ásia, foram divulgados dados fortes sobre a economia chinesa. Em Xangai, as ações fecharam em máximas de cinco semanas nesta terça-feira, lideradas por um rali nos papéis de consumo e tecnologia, com o mercado local testemunhando seus maiores fluxos estrangeiros deste ano antes da iminente reabertura econômica de Xangai e flexibilização das restrições da Covid-19.

O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, subiu 1,6%, ao maior nível desde 19 de abril, enquanto o índice de Xangai teve alta de 1,2%.

No mês, o índice CSI300 teve seu maior salto este ano, de 1,9%.

Com Reuters

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