“Para a energia solar ainda há um grande desafio”, avalia vice-presidente acadêmico

Furriela relembrou que o país investiu muito em hidrelétricas nos anos 70, quando houve as duas crises do petróleo

O ministro da economia, Paulo Guedes, disse, durante participação em painel sobre dívida global no Fórum Econômico Mundial de Davos, nesta quarta-feira (25), que a energia eólica no Brasil pode avançar. “O Brasil está condenado a ser um gigante no futuro de energia limpa e barata”.

Na avaliação de Manuel Furriela, vice-presidente acadêmico da FMU, o país tem potencial para ser um grande produtor de energia limpa. “Porém, para a solar, que é menos agressiva para o meio ambiente do que a eólica, ainda há um grande desafio. O Brasil ainda tem que investir”, disse durante transmissão ao vivo da BM&C News.

Furriela relembrou que o país investiu muito em hidrelétricas nos anos 70, quando houve as duas crises do petróleo, e que naquela época era um grande importador de petróleo. Ainda, o especialista pontuou que era uma grande medida por conta do recurso ser muito barato – preço do barril foi de R$ 2 para R$ 11.

“A saída brasileira foi reorganizar toda matriz. Veio a tecnologia de utilizar o álcool, chamado hoje de etanol, como combustíveis para os automóveis, mas a produção de energia para abastecer a economia brasileira não aconteceu por conta da grande extensão territorial de utilizar a energia hidrelétrica”, disse.

Com isso, Furriela avaliou que o país está atualmente em razão de uma matriz construída para enfrentar o problema do choque do petróleo, de modo a diminuir na época a dependência brasileira, na qual foi herdada a matriz. No entanto, o mundo mudou.

“O Brasil se organizou em outro cenário e atualmente tem agora que partir para a produção de energia limpa, porque há uma série de compromissos internacionais nesse sentido”, completou.

Confira a entrevista completa a seguir:

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