Para startups, economia não importa?

Em meio a inflações altas e PIB encolhendo, os recordes de aportes levantados ano a ano indicam uma desconexão entre economia e investimentos em startups

Em 2021, o cenário da economia brasileira estava assim: inflação alta, Selic subindo e o PIB encolhendo. Com isso, quem já tinha investido em startups em momentos anteriores, talvez se perguntou: “será que os investimentos nesse tipo de ativo continuarão em alta?”.

E a resposta foi: sim. 

Parecendo estar imune à economia, as startups brasileiras fecharam 2021 com um volume recorde de aportes. Foram quase US$9,5 bilhões em investimentos – 2,5 vezes mais quando comparado ao ano anterior. 

Os recordes ano a ano mostram que há uma desconexão entre o cenário macroeconômico e os investimentos em startups. A vontade de direcionar capital para negócios que podem crescer exponencialmente é suficiente para manter o setor aquecido.

Agora, em um cenário com juros ainda maiores e instabilidade econômica, olhando para o curto prazo, a mesma pergunta pode voltar a ser feita: será que outros tipos de investimento, com menos riscos, fariam mais sentido:

Gil Karsten, sócio do Pátria, afirmou em entrevista ao Pipeline que não vê os juros altos assustando os investidores e mudando a dinâmica atual do mercado. “Só muda para quem olha o curtíssimo prazo, mas entender esse mercado de VC é um processo de educação de longo prazo, não uma corrida do ouro”, diz. “Os juros não serão de 12,5% por 10 anos e quem quiser buscar taxa interna de retorno de 25% a 30% ao ano vai buscar oportunidade no mundo privado”.

As perspectivas apontam que os fatores que vêm impulsionando o mercado de startups devem seguir em alta. Afinal, o ciclo de investimento em startups é maior que ciclos econômicos ou políticos. Quem quiser acompanhar o crescimento rápido do mundo das startups e entender que ciclos passageiros não devem impactar estratégias de longo prazo, continuará apostando na Nova Economia.

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