Ações da Eve, da Embraer, despencam em estreia na bolsa de Nova York

A Eve levantou 377 milhões de dólares no negócio, que serão usados "para acelerar o desenvolvimento, certificação e comercialização das soluções"

As ações da Eve, subsidiária de mobilidade urbana da fabricante de aeronaves Embraer, tinham forte queda nesta terça-feira, na estreia da empresa na Bolsa de Nova York.

Os papéis caíam cerca de 17,9%, a 9,3 dólares, por volta de 13h00 (horário de Brasília), embora os negócios com as ações da empresa tenham pouca liquidez.

A Eve, que desenvolve aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical (eVTOLs) para futura circulação nas cidades, foi listada em Nova York após a conclusão de uma fusão com a empresa de cheque em branco, ou SPAC, Zanite.

Uma SPAC (empresa de aquisição de propósito específico, na sigla em inglês) não tem operações e levanta dinheiro com investidores por meio de uma listagem em bolsa, tendo depois disso um prazo para gastar os recursos em uma fusão com uma companhia operacional.

A Eve levantou 377 milhões de dólares no negócio, que serão usados “para acelerar o desenvolvimento, certificação e comercialização das soluções” , segundo a Embraer. A Eve tem uma carteira de pedidos de 1.825 veículos, de 19 clientes.

Na véspera, analistas do Itaú BBA liderados por Thais Cascello escreveram que a conclusão da fusão foi um importante marco para Eve, mas que a companhia foi avaliada em montante superior aos dos pares do setor e os recursos levantados ficaram abaixo do esperado inicialmente.

“Isso significa que a companhia terá que levantar capital novamente antes que os eVTOLs estejam prontos para venda (o que é esperado para 2026). Enquanto acreditamos que os investidores podem ser atraídos à medida que a Eve alcança novos marcos, a dependência de mais injeção de capital eleva o risco do investimento”, escreveram os analistas em relatório a clientes.

Os recursos da transação vieram de Zanite, Embraer e de um consórcio internacional de investidores.

As ações da Embraer caíam 2,3% na bolsa brasileira, a quarta baixa seguida.

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