Veja como ficam os investimentos com a alta da Selic

No caso do Tesouro Selic, por exemplo, o retorno anual passa a ser bem próximo dos 12,75%, com um leve deságio que é comum nesta aplicação

O Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) decidiu aumentar a Selic (taxa básica de juros) em 1 ponto percentual para 12,75% ao ano na reunião encerrada nesta quarta-feira (4).

O aumento já era esperado pela maioria do mercado e a elevação tem impacto direto nos investimentos, principalmente nas aplicações de renda fixa pós-fixadas que são indexadas à própria Selic ou ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário).

No caso do Tesouro Selic, por exemplo, o retorno anual passa a ser bem próximo dos 12,75%, com um leve deságio que é comum nesta aplicação.

É importante destacar que os pós-fixados utilizam a taxa diária para atualizar o rendimento das aplicações. Isso quer dizer que no próximo dia útil essa taxa já começa a ser considerada para a remuneração deste tipo de investimento.

A mesma regra vale para títulos de renda fixa pós-fixados que são atrelados ao CDI, como CDBs (Certificado de Depósito Bancário), LCIs (Letras de Crédito Imobiliário), LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) entre outros.

Poupança não muda

Como a Selic está acima de 8,5% ao ano, a poupança não tem sua remuneração atrelada à taxa básica de juros neste momento.

Isso significa que o rendimento permanece em 6,17% ao ano mais a TR (Taxa Referencial).

E fique atento: mesmo considerando que a poupança é isenta de Imposto de Renda, o retorno líquido perde para CDBs pós-fixados que pagam 100% do CDI ou mais.

Portanto, se você tem dinheiro aplicado na caderneta de poupança, procure aplicações com risco semelhante e que ofereçam um retorno mais atrativo.

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